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Procuração Específica Brasil — Instrumento Particular de Mandato para Ato Determinado

Procuração Específica Brasil — Instrumento Particular de Mandato para Ato Determinado

INSTRUMENTO PARTICULAR DE PROCURAÇÃO ESPECÍFICA

Nos termos do Art. 661 do Código Civil (Lei 10.406/2002)

OUTORGANTE (MANDANTE):

[Outorgante Nome], [Outorgante Nacionalidade], [Outorgante Estado Civil], [Outorgante Profissao], portador(a) do CPF nº [Outorgante C P F], RG nº [Outorgante R G], residente e domiciliado(a) na [Outorgante Endereco].

OUTORGADO (PROCURADOR):

[Outorgado Nome], [Outorgado Nacionalidade], [Outorgado Estado Civil], [Outorgado Profissao], portador(a) do CPF nº [Outorgado C P F], RG nº [Outorgado R G], residente e domiciliado(a) na [Outorgado Endereco].

PODERES ESPECÍFICOS OUTORGADOS:

O OUTORGANTE, pelo presente instrumento particular e na melhor forma de direito, confere ao OUTORGADO, com fundamento no Art. 661 do Código Civil (Lei 10.406/2002), os seguintes poderes específicos, expressos e delimitados:

[Descricao Poderes]

[Substabelecimento].

PRAZO DE VALIDADE:

A presente procuração tem validade de [Prazo Validade], a contar da data de sua assinatura, extinguindo-se automaticamente com a conclusão do ato para o qual foi outorgada ou com o decurso do prazo acima fixado, nos termos do Art. 682 do Código Civil.

E, por estarem assim justos e acordados, assina o presente instrumento em 2 (duas) vias de igual teor e forma.

[Cidade], [Data Assinatura].

_____________________________________________

[Outorgante Nome]

CPF: [Outorgante C P F]

OUTORGANTE

RECONHECIMENTO DE FIRMA:

Cartório de Notas — Carimbo e assinatura do Tabelião

Outorgante

________________

Signature

Mantido por Vladislav Sergienko, Fundador·Modelo modificado pela última vez: ·Relatar um erro

O que é Procuração Específica Brasil — Instrumento Particular de Mandato para Ato Determinado

A Procuração Específica é o documento de planejamento sucessório usado no Brasil nos termos da Código Civil Art. 661 (Lei 10.406/2002). No ordenamento jurídico brasileiro, o mandato é contrato pelo qual alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses (Art. 653 do CC). A procuração, por sua vez, é o instrumento escrito que materializa esses poderes. Quando o mandato é específico, o CC Art. 661, caput, determina que o mandatário só pode fazer aquilo que está expressamente autorizado: 'O mandato em termos gerais só confere poderes de administração. Para alienar, hipotecar, transigir, ou praticar outros atos que ultrapassem a administração ordinária, depende de poderes especiais e expressos.' Portanto, a especificidade protege o outorgante de eventual abuso de representação. Em termos práticos, a Procuração Específica é amplamente utilizada no Brasil para situações pontuais e delimitadas: assinar um contrato de compra e venda de veículo no DETRAN, representar o outorgante em uma reunião de condomínio específica, retirar documentos em repartições públicas como Receita Federal, Secretaria da Fazenda Estadual, Cartório de Registro de Imóveis ou Cartório de Notas, ou ainda efetuar o levantamento de um valor determinado junto a instituição financeira como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco ou Itaú Unibanco. A validade jurídica da Procuração Específica exige que o documento identifique com precisão: as partes (outorgante e outorgado com CPF e RG), o ato a ser praticado (descrito de forma detalhada e sem ambiguidades), o prazo de validade (recomendável para evitar o uso indevido após a conclusão do negócio), e a assinatura do outorgante com firma reconhecida em Cartório de Notas quando exigido por lei ou pela instituição receptora. O não cumprimento dessas exigências pode tornar o instrumento ineficaz perante terceiros. A Procuração Específica se extingue automaticamente com a conclusão do ato para o qual foi outorgada, nos termos do Art. 682 do CC, que elenca as causas de extinção do mandato: revogação pelo mandante, renúncia pelo mandatário, morte ou interdição de qualquer das partes, e término do prazo ou conclusão do negócio. Assim, ao contrário da procuração geral, não há risco de poderes residuais após o cumprimento do objeto. Plataformas como forms-legal.com oferecem modelos atualizados conforme a legislação brasileira vigente para facilitar a elaboração correta desse instrumento.

Quando você precisa de Procuração Específica Brasil — Instrumento Particular de Mandato para Ato Determinado

A Procuração Específica no Brasil torna-se necessária em diversas situações do cotidiano jurídico, especialmente quando o outorgante não pode comparecer pessoalmente para praticar um ato que exige representação legal formal. A seguir, os principais cenários em que esse instrumento é indispensável.

Transações junto ao DETRAN: Quando o proprietário de um veículo deseja transferir a titularidade, solicitar habilitação ou regularizar documentação junto ao Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) e não pode comparecer pessoalmente, a Procuração Específica nomeia um representante para assinar o documento de transferência, o DUT (Documento Único de Transferência), e protocolar os requerimentos necessários junto ao órgão estadual competente.

Retirada de documentos em repartições públicas: Para buscar certidões, alvarás, registros e demais documentos em órgãos como Receita Federal do Brasil, Secretaria de Administração Fazendária (SAFe), Junta Comercial (JUCESP, JUCERJA), ou Cartórios de Registro Civil, o outorgante precisa de procuração específica que delimite exatamente qual documento deve ser retirado e em qual repartição.

Representação em assembleias condominiais: A Lei 10.406/2002, Arts. 1.334 e seguintes, e a Lei 4.591/1964 permitem que condôminos sejam representados em assembleias por procurador munido de procuração específica para aquela reunião. A ausência desse instrumento impede a participação e pode inviabilizar quóruns deliberativos.

Levantamento de valores em instituições financeiras: Para sacar quantias específicas em contas correntes ou poupanças, resgatar aplicações em CDB, LCI, LCA ou fundos de investimento junto a bancos como Santander, Nubank, Itaú ou Bradesco, o Banco Central do Brasil (BCB) e as normas internas das instituições financeiras exigem procuração específica com poderes expressos para aquela operação.

Assinatura de contratos de prestação de serviços: Quando uma empresa ou pessoa física precisa assinar um contrato específico e o representante legal não pode comparecer, a procuração específica autoriza o procurador a assinar aquele instrumento único, sem conferir poderes para outros negócios jurídicos.

Atos perante o INSS e órgãos previdenciários: Para requerer benefícios pontuais, apresentar recursos administrativos, ou retirar extratos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou ao Ministério da Previdência Social, quando o segurado está impossibilitado de comparecer, a procuração específica delimita a atuação do procurador àquele único requerimento.

Representação em leilões e pregões: A participação em leilões extrajudiciais, leilões da Caixa Econômica Federal, ou pregões eletrônicos do governo federal pode exigir procuração específica que autorize o procurador a oferecer lances por um bem determinado, com valor máximo previamente definido pelo outorgante.

O que incluir no seu Procuração Específica Brasil — Instrumento Particular de Mandato para Ato Determinado

Para que a Procuração Específica tenha plena validade jurídica no Brasil e seja aceita pelos órgãos públicos, cartórios, instituições financeiras e demais entidades receptoras, o instrumento deve conter obrigatoriamente os seguintes elementos.

Identificação completa do outorgante: Nome completo sem abreviações, número do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal), número do RG com órgão expedidor e UF, nacionalidade, estado civil, profissão e endereço residencial completo com CEP. Para pessoas jurídicas outorgantes, deve constar o CNPJ, a razão social, o endereço da sede e a qualificação do representante legal que assina. A ausência de identificação precisa pode gerar rejeição pelo destinatário da procuração.

Identificação completa do outorgado (procurador): Os mesmos dados exigidos para o outorgante: nome completo, CPF, RG, nationalidade, estado civil, profissão e endereço. A identificação inequívoca do procurador é requisito de validade previsto no Art. 654 §1º do CC, que determina que a procuração especifique a data e o lugar onde foi passada, a qualificação do outorgante e do outorgado, a data em que começa a vigorar e o objeto da outorga.

Descrição detalhada e específica dos poderes outorgados: Este é o elemento central da Procuração Específica. O Art. 661 do CC determina que para atos que ultrapassem a administração ordinária, os poderes devem ser especiais e expressos. Portanto, o objeto deve ser descrito com precisão máxima: não basta dizer 'assinar contratos' — é necessário especificar qual contrato, com qual parte, sobre qual bem ou serviço, em qual data ou período, e perante qual instituição. Quanto mais precisa a descrição, menor o risco de abuso ou interpretação extensiva.

Prazo de validade: Embora o CC não imponha prazo mínimo ou máximo para procurações, a fixação de prazo determinado é altamente recomendada nas procurações específicas. O prazo delimita temporalmente o objeto e evita que o instrumento seja utilizado após a conclusão do ato para o qual foi emitido. Recomenda-se prazo compatível com a expectativa de realização do ato: 30, 60 ou 90 dias para atos burocráticos; até 6 meses para transações imobiliárias específicas.

Local e data de assinatura: O Art. 654 §1º do CC exige que conste o local (cidade e estado) e a data em que o instrumento foi lavrado. Esses dados são essenciais para verificar a vigência da procuração e a competência territorial do cartório em caso de reconhecimento de firma.

Reconhecimento de firma em Cartório de Notas: Embora não seja obrigatório em todos os casos pela legislação civil, o reconhecimento de firma do outorgante em Cartório de Notas é exigido pela maioria das instituições financeiras, pelo DETRAN, pelos cartórios de registro de imóveis e por órgãos públicos em geral para aceitar procurações particulares. Para imóveis, a Lei 6.015/1973 (Lei dos Registros Públicos) e o CC Art. 108 exigem escritura pública para atos de valor acima de 30 salários mínimos.

Substabelecimento: O Art. 667 do CC permite que o mandatário substabeleça os poderes, salvo se proibido ou se a proibição decorrer da natureza do negócio. Na Procuração Específica, é prática comum vedar o substabelecimento, dado que os poderes são conferidos intuitu personae — em razão da confiança depositada naquele procurador específico. A vedação deve constar expressamente no instrumento.

Assinatura do outorgante com identificação: A assinatura manuscrita do outorgante ao final do instrumento, seguida de sua qualificação e do espaço para reconhecimento de firma pelo Cartório de Notas, confere autenticidade ao documento. Em documentos digitais, a assinatura eletrônica qualificada com certificado digital ICP-Brasil, nos termos da MP 2.200-2/2001 e da Lei 14.063/2020, tem validade jurídica equivalente.

O modelo disponível em forms-legal.com já contempla todos esses campos obrigatórios, com orientações práticas para cada seção, facilitando a elaboração de uma Procuração Específica juridicamente válida no Brasil. Após preenchimento, o documento pode ser impresso, assinado e levado ao Cartório de Notas para reconhecimento de firma.

Como preencher seu Procuração Específica Brasil — Instrumento Particular de Mandato para Ato Determinado

O preenchimento correto da Procuração Específica no Brasil requer atenção a cada campo para garantir a validade e aceitação do instrumento. Siga o passo a passo abaixo.

Passo 1 — Dados do outorgante: Preencha o nome completo do outorgante exatamente como consta no documento de identidade, sem abreviações. Informe o CPF no formato XXX.XXX.XXX-XX (exemplo: 123.456.789-00), o RG com número, órgão expedidor e UF (exemplo: 12.345.678-9 SSP/SP), a nacionalidade (Brasileiro/Brasileira), o estado civil (Solteiro/a, Casado/a, Divorciado/a, Viúvo/a, ou em União Estável) e a profissão declarada. O endereço deve ser completo: logradouro, número, complemento, bairro, cidade, estado e CEP.

Passo 2 — Dados do outorgado (procurador): Repita o mesmo nível de detalhamento para o procurador. Verifique cuidadosamente a grafia do nome e o número do CPF, pois qualquer divergência em relação ao documento de identidade apresentado na repartição pode resultar na recusa do instrumento.

Passo 3 — Descrição dos poderes específicos: Este é o campo mais crítico. Descreva com precisão máxima o ato a ser praticado. Exemplos de descrições corretas: 'Para representar o outorgante perante o DETRAN/SP para fins de transferência do veículo FIAT PALIO, ano 2018, cor prata, placa ABC-1234, chassi 9BWZZZ377VT004251, promovendo todas as assinaturas necessárias no DUT e demais documentos'; ou 'Para retirar, perante o Cartório de Registro de Imóveis do 4º Ofício de São Paulo/SP, a certidão de inteiro teor da matrícula nº 12.345 do imóvel situado na Rua X, nº Y'.

Passo 4 — Definição do prazo de validade: Selecione o prazo mais adequado ao ato. Para atos burocráticos simples (retirada de documentos, representação em reunião), 30 a 60 dias são suficientes. Para transações financeiras ou negócios jurídicos mais complexos, 90 dias a 6 meses oferecem margem de segurança. Evite prazos indeterminados em procurações específicas.

Passo 5 — Substabelecimento: Decida se o procurador poderá ou não delegar os poderes a terceiro. Para a maioria das situações de uma procuração específica, recomendar-se veda o substabelecimento, assinalando 'Vedado o substabelecimento'. Se necessário permitir, especifique se é 'com reserva de iguais poderes' ou 'sem reserva'.

Passo 6 — Local e data: Preencha a cidade e o estado onde o instrumento está sendo assinado (exemplo: São Paulo - SP), e a data no formato DD de [mês por extenso] de AAAA (exemplo: 15 de março de 2025). Esse dado é exigido pelo Art. 654 §1º do CC.

Passo 7 — Assinatura e reconhecimento de firma: Após imprimir o documento, o outorgante deve assinar no espaço indicado, com a assinatura idêntica à do documento de identidade. Em seguida, leve o documento a qualquer Cartório de Notas munido do documento de identidade com foto (RG ou CNH) para o reconhecimento de firma por autenticidade ou por semelhança, conforme exigência da instituição receptora. O reconhecimento por autenticidade (em que o tabelião confirma a identidade do signatário pessoalmente) tem maior validade que o por semelhança.

Erros comuns a evitar no seu Procuração Específica Brasil — Instrumento Particular de Mandato para Ato Determinado

Erros na elaboração ou utilização da Procuração Específica no Brasil são frequentes e podem comprometer a validade do instrumento ou resultar em recusa pelos órgãos receptores. Conheça os equívocos mais comuns e como evitá-los.

Descrição vaga dos poderes: O erro mais frequente é descrever os poderes de forma genérica, como 'para tratar de assuntos de meu interesse' ou 'para representar-me perante qualquer órgão público'. Essa redação transforma a procuração específica em geral e pode ser rejeitada pela instituição destinatária. Sempre descreva o ato, o órgão, o bem ou o valor envolvido com máxima precisão.

Dados do procurador incorretos ou incompletos: Informar apenas o nome do procurador sem CPF e RG é causa frequente de recusa. O Art. 654 §1º do CC exige qualificação completa de ambas as partes. Verifique os dados diretamente no documento de identidade do procurador antes de preencher.

Ausência de reconhecimento de firma: Submeter procuração particular sem reconhecimento de firma ao DETRAN, a cartórios ou a instituições financeiras resulta invariavelmente em recusa. Verifique previamente com a instituição destinatária se exige firma reconhecida por autenticidade ou por semelhança, pois algumas entidades aceitam apenas a modalidade por autenticidade.

Prazo vencido: Utilizar procuração específica após o decurso do prazo fixado é nulidade absoluta nos atos praticados. Sempre verifique a data de validade antes do uso e, se necessário, providencie nova procuração com prazo atualizado.

Substabelecimento não autorizado: Se a procuração veda o substabelecimento e o procurador delega os poderes a terceiro, os atos praticados por esse terceiro são ineficazes perante o outorgante, e o procurador responde pessoalmente pelos danos causados, conforme CC Art. 667 §3º.

Não comunicar a revogação: Quando o outorgante revoga a procuração mas não notifica o procurador nem os terceiros com quem este tratava, corre o risco de ficar vinculado aos atos praticados pelo mandatário após a revogação, conforme CC Art. 686. A revogação deve ser feita por escrito, com ciência do outorgado.

Usar procuração específica para atos que exigem escritura pública: Para alienação, doação ou constituição de ônus sobre imóveis de valor superior a 30 salários mínimos (CC Art. 108), a procuração deve ser lavrada em escritura pública em Cartório de Notas. Procuração particular, mesmo com firma reconhecida, não é aceita pelo Cartório de Registro de Imóveis nesses casos.

Fontes e Citações

As citações legais levam às fontes oficiais do governo.

  1. Art. 653 do CCBR official
  2. Art. 682 do CCBR official
  3. Art. 661 do CCBR official
  4. Art. 667 do CCBR official
  5. Art. 665 do CCBR official

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Perguntas Frequentes

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