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Declaração de União Homoafetiva Brasil

Declaração de União Homoafetiva

ADI 4.277/STF — CC Art. 1.723 — Resolução CNJ 175/2013

Cabeçalho

DECLARAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA

ADI 4.277/STF — ADPF 132/STF — CC Art. 1.723 — Resolução CNJ 175/2013

I — DOS DECLARANTES

PRIMEIRO COMPANHEIRO: [Nome do Primeiro Companheiro][Nome Social do Primeiro Companheiro], CPF [CPF do Primeiro Companheiro], RG [RG do Primeiro Companheiro], nascido(a) em [Data de Nascimento do Primeiro Companheiro], naturalidade [Naturalidade do Primeiro Companheiro], estado civil [Estado Civil do Primeiro Companheiro], profissão [Profissão do Primeiro Companheiro], residente em [Endereço do Primeiro Companheiro].

SEGUNDO COMPANHEIRO: [Nome do Segundo Companheiro], CPF [CPF do Segundo Companheiro], RG [RG do Segundo Companheiro], nascido(a) em [Data de Nascimento do Segundo Companheiro], naturalidade [Naturalidade do Segundo Companheiro], estado civil [Estado Civil do Segundo Companheiro], profissão [Profissão do Segundo Companheiro], residente em [Endereço do Segundo Companheiro].

II — DA DECLARAÇÃO DE UNIÃO

Os declarantes acima identificados DECLARAM, sob as penas da lei e para todos os fins de direito, que convivem em UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA — pública, contínua, duradoura e estabelecida com objetivo de constituição de família — desde [Data de Início da União], nos termos do Art. 1.723 do Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2002) e da decisão do Supremo Tribunal Federal na ADI 4.277/STF e ADPF 132/STF, julgadas em 05/05/2011.

A presente declaração reconhece a família homoafetiva como entidade familiar protegida pelo Art. 226 da Constituição Federal de 1988, com todos os direitos e deveres decorrentes da união estável, incluindo: regime de bens (CC Art. 1.725), alimentos (CC Art. 1.694), herança (CC Art. 1.790), dependência no INSS, dependência em plano de saúde regulado pela ANS, dependência no IRPF e benefícios trabalhistas.

Endereço comum do casal: [Endereço Comum do Casal]

Justificativa para não coabitação (se aplicável): [Motivo da Não Coabitação]

Filhos em comum: [Filhos em Comum: SIM/NÃO] — [Dados dos Filhos]

Finalidade desta declaração: [Finalidade da Declaração]

III — DO FUNDAMENTO JURÍDICO

A presente declaração tem fundamento nas seguintes normas: (a) CF/88 Arts. 1º III (dignidade da pessoa humana), 3º IV (proibição de discriminação) e 5º (igualdade); (b) CC Art. 1.723 (união estável), interpretado conforme a Constituição Federal pela ADI 4.277/STF; (c) Resolução CNJ 175/2013 (obrigatoriedade de registro de uniões e casamentos homoafetivos em cartório); (d) STF RE 1.045.273 (Tema 971, 2020 — constitucionalidade do casamento homoafetivo).

A Resolução CNJ 175/2013 proíbe qualquer cartório de registro civil ou de notas de recusar a habilitação, celebração ou conversão de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo. A recusa configura falta disciplinar passível de apuração pelo Tribunal de Justiça competente.

IV — ASSINATURAS

[Cidade/Estado de Assinatura], [Data da Declaração]

_________________________________________ [Nome do Primeiro Companheiro] — CPF: [CPF do Primeiro Companheiro] Primeiro Companheiro(a)

_________________________________________ [Nome do Segundo Companheiro] — CPF: [CPF do Segundo Companheiro] Segundo Companheiro(a)

Testemunhas: 1. [Nome da 1ª Testemunha] — CPF: [CPF da 1ª Testemunha] 2. [Nome da 2ª Testemunha] — CPF: [CPF da 2ª Testemunha]

RECONHECIMENTO DE FIRMA POR AUTENTICIDADE (Cartório de Notas — a ser preenchido pelo tabelião)

Primeiro Companheiro(a)

________________

Signature

Segundo Companheiro(a)

________________

Signature

Mantido por Vladislav Sergienko, Fundador·Modelo modificado pela última vez: ·Relatar um erro

O que é Declaração de União Homoafetiva Brasil

A Declaração de União Homoafetiva é o documento pessoal usado no Brasil nos termos da ADI 4.277/STF.

A Declaração de União Homoafetiva é o documento mais acessível e imediato para a comprovação da união para fins cadastrais — inclusão como dependente no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para planos de saúde, na Receita Federal do Brasil (RFB) para o IRPF, em bancos e seguradoras, e junto ao empregador para benefícios trabalhistas. Pode ser elaborada como documento particular com assinatura de ambos os companheiros, reconhecida por autenticidade em Cartório de Notas, o que lhe confere data certa e autenticidade jurídica.

A Resolução CNJ 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça determinou que todos os Cartórios de Registro Civil e de Notas do Brasil devem, obrigatoriamente, lavrar escrituras de união estável e certidões de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, vedada qualquer recusa sob pena de responsabilização administrativa. Essa resolução encerrou a questão jurídica no plano administrativo — não existe mais, no ordenamento jurídico brasileiro, fundamento legal para a recusa de registro de união homoafetiva ou casamento homoafetivo.

O Brasil é reconhecido internacionalmente como um dos países com mais abrangente proteção jurídica formal às uniões homoafetivas na América Latina. O STJ, no Recurso Especial 1.183.378/RS (2011), foi o primeiro tribunal superior brasileiro a autorizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo antes mesmo da Resolução CNJ 175/2013. A consolidação jurídica dessas conquistas torna a Declaração de União Homoafetiva um instrumento essencial para que casais homoafetivos acessem os direitos que lhes são assegurados pelo ordenamento jurídico brasileiro.

Quando você precisa de Declaração de União Homoafetiva Brasil

A Declaração de União Homoafetiva é necessária em diversas situações em que os companheiros precisam comprovar a existência e a estabilidade de sua união perante órgãos públicos, privados e instituições.

Inclusão como dependente no INSS: Para que o companheiro homoafetivo receba pensão por morte em caso de falecimento do segurado, é necessário comprovar a união estável ao INSS. A Declaração de União Homoafetiva com firma reconhecida é um dos documentos aceitos pela Instrução Normativa PRES/INSS 128/2022 para essa finalidade.

Inclusão em plano de saúde como dependente: Operadoras de plano de saúde reguladas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) são obrigadas a incluir o companheiro homoafetivo como dependente nos planos coletivos e individuais, com base na ADI 4.277/STF e na RN ANS 195/2009. A Declaração de União Homoafetiva é o documento exigido para a comprovação.

Declaração de IRPF como dependente ou declaração em conjunto: A Receita Federal do Brasil (RFB) permite a inclusão do companheiro homoafetivo como dependente na Declaração de Ajuste Anual, com as deduções correspondentes. A comprovação da união é exigida quando há fiscalização da RFB.

Benefícios trabalhistas: Empregadores que oferecem benefícios extensíveis a dependentes — como auxílio-creche, plano de saúde, auxílio-alimentação extensivo a dependentes — devem aceitar o companheiro homoafetivo como dependente mediante apresentação da Declaração de União Homoafetiva.

Conta bancária conjunta ou investimentos: Para abertura de conta conjunta, inclusão como beneficiário de previdência privada (PGBL/VGBL) ou de seguro de vida, bancos e seguradoras exigem comprovação da relação entre os companheiros — a Declaração de União Homoafetiva supre essa exigência.

Procedimentos hospitalares e decisões médicas: Em situações de internação ou cirurgia, quando o paciente está incapaz de se manifestar, o companheiro homoafetivo pode ser impedido de tomar decisões médicas ou de acessar informações de saúde sem documento que comprove a relação. A Declaração de União Homoafetiva, especialmente quando combinada com procuração específica, garante esse acesso.

Alteração de nome social e documentos: Em alguns procedimentos administrativos de alteração de nome social (DEC. 8.727/2016) e de retificação de registro civil (Provimento CNJ 73/2018), a existência de união estável pode ser relevante para fins da documentação e dos efeitos das alterações solicitadas.

O que incluir no seu Declaração de União Homoafetiva Brasil

A Declaração de União Homoafetiva válida e eficaz deve conter todos os elementos que permitem comprovar a existência, a estabilidade e a publicidade da união perante quaisquer órgãos ou entidades.

Identificação completa dos companheiros: Nome completo de ambos, CPF, RG, data de nascimento, naturalidade, profissão e endereço. Para cada companheiro, indicar se houve casamento anterior e o estado civil atual (solteiro, divorciado, viúvo, separado judicialmente). O estado civil de 'separado de fato' (sem divórcio formalizado) não impede a constituição de nova união estável desde que a separação de fato seja real e não haja comunhão de vidas com o cônjuge anterior.

Declaração da existência da união: Afirmação expressa de que os dois companheiros vivem em união estável homoafetiva — pública, contínua, duradoura e com objetivo de constituição de família — nos termos do Art. 1.723 do Código Civil e da ADI 4.277/STF.

Data de início da união: Data a partir da qual os companheiros iniciaram a convivência pública e contínua. Essa data é relevante para: cálculo do período de dependência no INSS; definição do regime de bens aplicável (comunhão parcial, por padrão, caso não haja escritura estabelecendo regime diferente); e reconhecimento de direitos retroativos.

Residência comum: Endereço da residência compartilhada pelos companheiros. A coabitação, embora não seja requisito legal obrigatório para a caracterização da união estável (STJ, REsp 275.839/SP), é elemento importante de comprovação da estabilidade da união. O forms-legal.com disponibiliza modelo de Declaração de União Homoafetiva com campo específico para a situação de companheiros que não coabitam — situação cada vez mais comum em casais de cidades diferentes ou com filhos de relacionamentos anteriores.

Referência à ADI 4.277/STF e à Resolução CNJ 175/2013: A menção expressa ao fundamento jurídico — ADI 4.277, ADPF 132 e Resolução CNJ 175/2013 — reforça a força jurídica da declaração e inibe eventual recusa institucional baseada em desconhecimento da legislação.

Assinatura e reconhecimento em cartório: Ambos os companheiros assinam a declaração, que deve ser levada ao Cartório de Notas para reconhecimento de firma por autenticidade. O reconhecimento de firma por autenticidade (em que o tabelião verifica a identidade do signatário presencialmente) confere data certa e autenticidade superiores ao reconhecimento de firma por semelhança.

Testemunhas: Embora não obrigatórias para a validade da declaração particular, a assinatura de duas testemunhas (amigos, familiares ou colegas que conhecem o casal) adiciona valor probatório relevante em casos de questionamento perante o INSS ou a Receita Federal.

Como preencher seu Declaração de União Homoafetiva Brasil

O preenchimento correto da Declaração de União Homoafetiva garante que o documento seja aceito pelo INSS, pelas operadoras de plano de saúde, pela Receita Federal do Brasil e demais órgãos públicos e privados.

Passo 1 — Identificação dos companheiros: Preencha nome completo conforme RG ou CNH de ambos os companheiros. Informe CPF com pontuação (XXX.XXX.XXX-XX), número do RG com órgão emissor e estado (ex.: 12.345.678-9 SSP/SP), data de nascimento no formato DD/MM/AAAA, naturalidade (cidade e estado), profissão atual e endereço completo com CEP.

Passo 2 — Estado civil atual: Informe o estado civil atual de cada companheiro — solteiro, divorciado ou viúvo. Se algum dos companheiros for separado de fato (sem divórcio formalizado), indique 'separado de fato desde DD/MM/AAAA' e mencione que não há comunhão de vidas com o cônjuge anterior. A separação de fato não impede a constituição de nova união estável, conforme o STJ (REsp 1.107.192/PR).

Passo 3 — Data de início da união: Indique a data a partir da qual os companheiros passaram a conviver em união pública, contínua, duradoura e com propósito de constituição de família. Para casais com data de início incerta, indique o mês e ano (ex.: 'desde março de 2018'). Em caso de questionamento posterior, documentos como fotos com data, mensagens, registros bancários e testemunhos ajudam a comprovar a data.

Passo 4 — Endereço comum: Informe o endereço da residência compartilhada. Se os companheiros moram em endereços diferentes (situação admissível juridicamente), declare ambos os endereços e explique a razão para a não coabitação (filhos de relacionamentos anteriores em cidade diferente, trabalho em outra cidade, etc.). A não coabitação não impede o reconhecimento da união estável, mas exige comprovação alternativa mais robusta da estabilidade da relação.

Passo 5 — Texto da declaração: O corpo do documento deve afirmar que os dois companheiros declarantes convivem em união estável homoafetiva — pública, contínua e duradoura — com objetivo de constituição de família, nos termos do Art. 1.723 do Código Civil e da ADI 4.277/STF, desde a data indicada. Mencione que a declaração é feita sob as penas da lei para todos os fins de direito.

Passo 6 — Assinatura e cartório: Ambos os companheiros assinam o documento em duas vias. Levem o documento ao Cartório de Notas mais próximo para reconhecimento de firma por autenticidade de ambas as assinaturas. O custo é a taxa tabular de reconhecimento de firma, fixada pela tabela de emolumentos do estado (varia de R$ 15 a R$ 50 por assinatura). Com o reconhecimento, a declaração terá data certa e autenticidade plena.

Passo 7 — Guarda e uso do documento: Guardem cópias digitais (escaneadas) e físicas da declaração. Apresentem o documento ao INSS, ao plano de saúde, ao empregador ou à Receita Federal conforme a necessidade. Para cada novo uso, é recomendável ter cópias autenticadas em cartório — não entregar o original.

Erros comuns a evitar no seu Declaração de União Homoafetiva Brasil

Os erros mais comuns na elaboração e uso da Declaração de União Homoafetiva no Brasil resultam em recusa institucional ou dificuldades na comprovação da união perante órgãos públicos.

Não fazer o reconhecimento de firma em cartório: A declaração particular sem reconhecimento de firma tem menor força probatória e pode ser recusada pelo INSS, por operadoras de plano de saúde e pela Receita Federal em caso de questionamento. O reconhecimento por autenticidade em Cartório de Notas é simples, barato (R$ 15-50 por assinatura) e fundamental.

Data de início inconsistente entre os documentos: O INSS e a Receita Federal cruzam informações entre documentos apresentados. Se a declaração indica data de início da união em março de 2018, mas o companheiro já foi declarado como dependente no IRPF desde 2016, a inconsistência pode gerar questionamento. Use datas reais e consistentes entre todos os documentos.

Não incluir o nome social de companheiro trans: Se um dos companheiros é pessoa trans com nome social diferente do nome civil no RG, a declaração deve mencionar ambos os nomes (nome civil e nome social) para evitar inconsistências em documentos de identificação. O Provimento CNJ 73/2018 permite a retificação do registro civil de pessoas trans sem cirurgia de redesignação sexual — verificar se a retificação já foi realizada para usar o nome correto em todos os documentos.

Não atualizar a declaração após mudança de endereço: A Declaração de União Homoafetiva com endereço desatualizado pode ser questionada pelo INSS como indício de que a union não está mais sendo mantida. Mantenha a declaração atualizada com o endereço correto do casal.

Ignorar documentos complementares de comprovação: A declaração tem mais peso quando acompanhada de documentos complementares — conta bancária conjunta, declaração conjunta de IRPF em anos anteriores, fotos do casal com data, mensagens e registros de eventos familiares. Em caso de questionamento pelo INSS, quanto maior o conjunto de provas, menor o risco de negativa.

Não informar filhos de relacionamentos anteriores: Companheiro que não coabita com o outro por conta de filhos de relacionamentos anteriores deve indicar isso expressamente na declaração, evitando que a não coabitação seja interpretada como ausência de estabilidade da união. O STJ reconhece uniões estáveis sem coabitação quando há justificativa plausível e comprovação de outros elementos de estabilidade.

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Perguntas Frequentes

Modelo com referências legais — Modelo modificado pela última vez em junho de 2026

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