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Declaração de Hipossuficiência Brasil

Declaração de Hipossuficiência — Brasil

DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA

Nos termos do Art. 98 do CPC (Lei 13.105/2015) e da Lei 1.060/1950

I — IDENTIFICAÇÃO DO DECLARANTE

Eu, [Nome do Declarante], CPF [CPF do Declarante], RG [RG do Declarante], nascido(a) em [Data de Nascimento], [Estado Civil], [Profissão/Ocupação], residente e domiciliado(a) em [Endereço do Declarante],

II — DA DECLARAÇÃO

DECLARO, sob as penas da lei, para os fins do Art. 98 do Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015) e da Lei 1.060/1950, que NÃO POSSUO condições financeiras de arcar com as custas processuais, honorários advocatícios e demais despesas do processo, sem prejuízo do meu próprio sustento e de minha família.

III — SITUAÇÃO ECONÔMICA

Renda mensal individual: [Renda Mensal Individual]

Renda mensal familiar total: [Renda Familiar Total]

Número de dependentes: [Número de Dependentes]

Dependentes: [Descrição dos Dependentes]

Patrimônio: [Patrimônio do Declarante]

IV — FINALIDADE DA DECLARAÇÃO

A presente declaração destina-se a: [Finalidade da Declaração].

Processo/Procedimento: [Número do Processo]

Natureza: [Natureza da Ação]

V — CIÊNCIA DAS SANÇÕES

DECLARO estar ciente de que a falsidade desta declaração sujeita-me:

a) Às sanções do Art. 299 do Código Penal (falsidade ideológica — reclusão de 1 a 5 anos);

b) Ao pagamento do décuplo das custas judiciais (Art. 100, parágrafo único, do CPC/2015);

c) À revogação do benefício da gratuidade de justiça com pagamento retroativo de todas as custas devidas.

Por ser a expressão da verdade, firmo a presente declaração.

[Cidade], [Data da Declaração].

Declarante:

[Nome do Declarante]

CPF: [CPF do Declarante]

Assinatura: _________________________

Declarante

________________

Signature

Mantido por Vladislav Sergienko, Fundador·Modelo modificado pela última vez: ·Relatar um erro

O que é Declaração de Hipossuficiência Brasil

A Declaração de Hipossuficiência é o documento pessoal usado no Brasil nos termos da Lei 1.060/1950.

O Art. 98 do CPC/2015 estabelece que a pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios, tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. O §3° do mesmo artigo dispõe que presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural — ou seja, a simples declaração do interessado gera presunção relativa (juris tantum) de sua veracidade, cabendo à parte contrária ou ao juiz afastar essa presunção com provas em contrário.

A hipossuficiência tem dois sentidos no direito brasileiro. A hipossuficiência econômica (ou financeira) é a incapacidade de arcar com custas judiciais e honorários sem comprometer o sustento — fundamento da gratuidade de justiça (CPC, Art. 98) e da assistência jurídica integral e gratuita (Art. 5°, LXXIV, da Constituição Federal de 1988 — CF/88). A hipossuficiência técnica é a presumida vulnerabilidade do consumidor perante o fornecedor nas relações de consumo, que fundamenta a inversão do ônus da prova (Art. 6°, VIII, do Código de Defesa do Consumidor — CDC, Lei 8.078/1990) — neste caso, não se relaciona à condição econômica mas à assimetria de informações e poder de barganha na relação consumerista.

A Defensoria Pública da União (DPU) e as Defensorias Públicas Estaduais (DPEs), instituições criadas pelo Art. 134 da CF/88 e organizadas pela Lei Complementar 80/1994 (Lei Orgânica da Defensoria Pública), são os órgãos constitucionalmente incumbidos de prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovem insuficiência de recursos. A Declaração de Hipossuficiência é o documento exigido para o atendimento pela Defensoria Pública, para a obtenção de advogado dativo (nomeado pelo juízo para réus sem defesa) e para o pedido de gratuidade de justiça em processos judiciais.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou entendimento (Súmula 481 — superada pelo CPC/2015, mas refletida no Art. 99 do CPC) de que faz jus à gratuidade de justiça a pessoa que alegar insuficiência de recursos, bastando a simples declaração, sendo do réu o ônus de provar a falsidade da declaração. A declaração falsa de hipossuficiência para obtenção de gratuidade de justiça sujeita o declarante às sanções do crime de falsidade ideológica (Art. 299 do Código Penal — CP) e à revogação do benefício com pagamento retroativo de todas as custas e honorários devidos.

Quando você precisa de Declaração de Hipossuficiência Brasil

Declaração de Hipossuficiência no Brasil é necessária em diversas situações em que a pessoa de baixa renda precisa acessar o sistema de justiça ou serviços que exigem comprovação de insuficiência de recursos.

A declaração é necessária para o pedido de gratuidade de justiça em qualquer ação judicial — cível, trabalhista, previdenciária, criminal ou de família. Sem a gratuidade, o litigante deve pagar custas iniciais ao distribuir a ação (taxa judiciária), custas de intimação (correios), honorários periciais, despesas com diligências e, ao final, honorários de sucumbência. O Art. 98 do CPC/2015 permite que qualquer pessoa física que não possa arcar com essas despesas sem prejuízo do sustento familiar requeira a gratuidade, bastando a declaração de hipossuficiência.

A declaração é necessária para o atendimento pela Defensoria Pública da União (DPU) ou pelas Defensorias Públicas Estaduais (DPEs). A Defensoria Pública exige a comprovação de renda familiar para o atendimento — em geral, renda familiar mensal de até 3 salários mínimos (critério da maioria das DPEs) ou renda per capita de até 1 salário mínimo. A Declaração de Hipossuficiência é o instrumento pelo qual o interessado declara formalmente sua condição econômica para fins de atendimento pela Defensoria.

Nas relações de consumo, a declaração de hipossuficiência é utilizada para fundamentar o pedido de inversão do ônus da prova (Art. 6°, VIII, do CDC), quando o consumidor não tem condições de produzir prova técnica complexa (laudos periciais, análises laboratoriais) que seria necessária para demonstrar o defeito do produto ou serviço. Neste contexto, a hipossuficiência é técnica (assimetria de informação) e não necessariamente econômica — mas a declaração de hipossuficiência econômica reforça o pedido de inversão.

A declaração é necessária em ações trabalhistas para a obtenção de gratuidade de justiça perante a Justiça do Trabalho. A Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) alterou o Art. 790 da CLT para exigir que o trabalhador comprove a insuficiência de recursos para obter a gratuidade — anteriormente, presunção era automática para quem ganhava até dois salários mínimos. Após a Reforma, a simples declaração continua sendo o meio de comprovação, mas deve ser subscrita pelo trabalhador sob pena das sanções por declaração falsa.

Em procedimentos extrajudiciais, a declaração de hipossuficiência é necessária para isenção de emolumentos em Cartórios de Registro Civil (registro de nascimento, casamento e óbito — gratuidade garantida pelo Art. 30, parágrafo único, da Lei 6.015/1973 — Lei dos Registros Públicos) e, em alguns estados, para isenção de taxa de emissão de RG, certidões diversas e outros documentos públicos.

O que incluir no seu Declaração de Hipossuficiência Brasil

Declaração de Hipossuficiência válida e eficaz no Brasil deve conter os elementos essenciais para fundamentar o pedido de gratuidade de justiça ou de assistência jurídica gratuita.

Identificação do Declarante: Nome completo, CPF, RG (número, órgão expedidor e UF), data de nascimento, estado civil, profissão ou ocupação (inclusive se desempregado ou aposentado), naturalidade e endereço completo. A identificação precisa é essencial para que o juízo ou a Defensoria Pública possa verificar, se necessário, a veracidade da declaração — por consulta ao Cadastro de Contribuintes da Receita Federal, ao CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais — INSS), ao SIPEN (Sistema de Pagamento de Benefícios Previdenciários) ou a outros cadastros públicos.

Declaração de Renda e Patrimônio: Informação sobre a renda mensal familiar (salários, aposentadoria, pensão, benefícios sociais como Bolsa Família/BPC, rendimentos eventuais) e sobre o patrimônio (imóveis, veículos, investimentos). A omissão de rendimentos ou bens configura declaração falsa e pode ensejar revogação do benefício e responsabilidade penal.

Composição Familiar: Número de dependentes (cônjuge ou companheiro, filhos, pais idosos) que integram o núcleo familiar do declarante, pois a gratuidade é avaliada com base na renda familiar per capita e na capacidade de sustentar a família sem comprometimento pelo pagamento das custas.

Finalidade da Declaração: Indicação do processo judicial ou procedimento extrajudicial para o qual a gratuidade é requerida — número do processo (se já distribuído), vara ou tribunal, natureza da ação. Declarações genéricas sem indicação da finalidade podem ser questionadas pelo juízo.

Declaração Expressa de Hipossuficiência: Declaração clara e expressa de que o declarante não possui condições financeiras de arcar com as custas processuais, honorários advocatícios e demais despesas sem prejuízo do próprio sustento e de sua família, nos termos do Art. 98 do CPC/2015 e da Lei 1.060/1950.

Ciência das Sanções por Falsidade: Declaração de que o signatário está ciente de que a declaração falsa de hipossuficiência sujeita-o às sanções do Art. 299 do Código Penal (falsidade ideológica — reclusão de 1 a 5 anos) e à revogação do benefício com pagamento retroativo de todas as custas devidas (Art. 100 do CPC/2015).

Data e Assinatura: Data, cidade e assinatura do declarante. A declaração pode ser apresentada nos autos do processo judicial (por petição assinada pelo advogado ou pelo próprio declarante) ou diretamente à Defensoria Pública. A forms-legal.com disponibiliza este modelo de declaração de hipossuficiência como instrumento de uso direto, sem necessidade de intervenção de Cartório para uso processual — a simples assinatura do declarante é suficiente, nos termos do Art. 99, §3°, do CPC/2015.

Como preencher seu Declaração de Hipossuficiência Brasil

Para preencher corretamente a Declaração de Hipossuficiência no Brasil, siga as orientações para cada campo do formulário da forms-legal.com.

Dados Pessoais: Informe seu nome completo, CPF, RG (número, órgão expedidor e estado), data de nascimento, estado civil, profissão ou ocupação atual (se desempregado, informe "desempregado" e a data do desemprego; se aposentado, informe "aposentado" e o benefício recebido). Informe seu endereço completo e atual — logradouro, número, complemento, bairro, município, estado e CEP.

Renda Familiar: Informe sua renda mensal individual e a renda total do núcleo familiar. Inclua todas as fontes de renda: salário (se empregado com carteira assinada, use o valor líquido do contracheque), aposentadoria ou pensão do INSS (use o valor do benefício constante no extrato do INSS), Benefício de Prestação Continuada — BPC (um salário mínimo), Bolsa Família ou Auxílio Brasil (valor do benefício), renda informal estimada. Se não há renda fixa, informe que a renda é eventual e estime o valor médio mensal.

Dependentes: Informe o número de pessoas que dependem financeiramente de você — cônjuge ou companheiro sem renda própria, filhos menores, filhos maiores sem renda própria que moram com você, pais idosos sob seu sustento. Informe nome e parentesco de cada dependente.

Patrimônio: Informe se possui imóveis (próprios ou financiados), veículos, investimentos financeiros ou outros bens de valor significativo. A lei não proíbe que proprietário de imóvel residencial único de baixo valor obtenha gratuidade — o que importa é a capacidade de arcar com as custas sem comprometer o sustento, não a posse de qualquer patrimônio.

Finalidade: Indique para qual processo ou procedimento a declaração se destina — número do processo judicial (se já houver), nome do tribunal ou juízo, cidade, natureza da ação (ex.: ação de alimentos, ação trabalhista, ação de indenização, etc.). Se a declaração é para atendimento pela Defensoria Pública, indique o nome da Defensoria e o assunto sobre o qual pretende ser atendido.

Assinatura: Assine a declaração pessoalmente e de próprio punho (ou com assinatura eletrônica qualificada — certificado digital ICP-Brasil). A declaração deve ser apresentada em juízo por petição juntada aos autos do processo ou entregue pessoalmente à Defensoria Pública. Guarde uma cópia assinada para seus arquivos.

Erros comuns a evitar no seu Declaração de Hipossuficiência Brasil

Na elaboração da Declaração de Hipossuficiência no Brasil, erros comuns podem comprometer a eficácia do instrumento ou gerar responsabilidade penal e processual para o declarante.

Declarar hipossuficiência quando não se é hipossuficiente: O erro mais grave e com consequências mais severas é declarar insuficiência de recursos quando a condição financeira real não justifica o benefício. A declaração falsa configura crime de falsidade ideológica (Art. 299 do CP — reclusão de 1 a 5 anos) e acarreta a condenação ao pagamento do décuplo das custas judiciais (Art. 100, parágrafo único, do CPC/2015). Além disso, o benefício será revogado retroativamente. A declaração deve refletir a situação econômica real.

Omitir fontes de renda ou bens: Deixar de informar rendimentos (salário de cônjuge, aposentadoria, renda de aluguel, benefícios sociais) ou bens de valor (imóvel não declarado, veículo de valor considerável, investimentos financeiros) na declaração pode caracterizar falsidade por omissão. A Receita Federal e o INSS têm sistemas de cruzamento de dados que permitem identificar rendimentos e benefícios não declarados.

Não indicar a finalidade da declaração: Declarações genéricas sem indicação do processo ou procedimento para o qual se destinam podem ser questionadas pelo juízo ou pela Defensoria Pública, que podem exigir declaração específica para cada finalidade.

Confundir hipossuficiência econômica com hipossuficiência técnica: A hipossuficiência econômica (incapacidade de arcar com custas) é o fundamento da gratuidade de justiça (CPC, Art. 98). A hipossuficiência técnica (vulnerabilidade do consumidor perante o fornecedor) é o fundamento da inversão do ônus da prova nas relações de consumo (CDC, Art. 6°, VIII). São institutos distintos — a declaração de hipossuficiência econômica não é suficiente para fundamentar automaticamente a inversão do ônus da prova técnica em ações consumeristas.

Não renovar a declaração quando solicitado: O juiz pode exigir a renovação ou comprovação da declaração de hipossuficiência a qualquer momento durante o processo, especialmente se surgirem indícios de melhora na condição econômica do declarante. Ignorar a intimação para renovar ou comprovar a hipossuficiência pode resultar na revogação do benefício.

Desconhecer os limites da gratuidade: A gratuidade de justiça abrange custas, emolumentos, taxas e despesas processuais (Art. 98, §1°, do CPC/2015), mas não abrange todos os gastos — em especial, não cobre os honorários do advogado particular contratado pelo próprio beneficiário (apenas os honorários do advogado nomeado pela Defensoria ou dativo são cobertos). Declarar hipossuficiência e contratar advogado particular com valor compatível com essa contratação pode levar o juízo a questionar a veracidade da declaração.

Fontes e Citações

As citações legais levam às fontes oficiais do governo.

  1. Art. 790 da CLTBR official
  2. Art. 98 do CPCBR official
  3. Art. 99 do CPCBR official
  4. Art. 100 do CPCBR official

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Modelo com referências legais — Modelo modificado pela última vez em junho de 2026

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