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Acordo de Dissolução de União Estável — Brasil

Acordo de Dissolução de União Estável — Brasil

Acordo de Dissolução de União Estável

ACORDO DE DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL

CC Art. 1.723 e Art. 1.725 | CPC Art. 733 | Lei 11.441/2007

Partes

1. PARTES

1° COMPANHEIRO: [Comp1 Nome], CPF n° [Comp1 C P F], RG n° [Comp1 R G], profissão: [Comp1 Profissao], residente em [Comp1 Endereco].

2° COMPANHEIRO: [Comp2 Nome], CPF n° [Comp2 C P F], RG n° [Comp2 R G], profissão: [Comp2 Profissao], residente em [Comp2 Endereco].

União Estável

2. RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DA UNIÃO ESTÁVEL

2.1. Os companheiros acima identificados declaram que mantiveram união estável — convivência pública, contínua e duradoura com objetivo de constituir família (CC Art. 1.723) — desde [Data Inicio Uniao], com domicílio comum em [Endereco Comum].

2.2. Regime patrimonial: [Regime Patrimonial].

2.3. Contrato de convivência: [Possui Contrato Convivencia].

2.4. Pela presente escritura/acordo, os companheiros declaram dissolvida a união estável, encerrando todos os efeitos pessoais e patrimoniais da convivência a partir desta data.

Partilha de Bens

3. PARTILHA DE BENS

3.1. Bens comuns adquiridos durante a união: [Bens Comuns]

3.2. Alocação dos bens: [Partilha Bens]

3.3. Torna: [Torna Uniao]

3.4. Dívidas comuns: [Dividas Uniao]

Filhos e Alimentos

4. FILHOS, GUARDA E ALIMENTOS

4.1. Filho(s): [Filhos Nomes]

4.2. Regime de guarda: [Guarda Filhos]

4.3. Pensão alimentícia para os filhos: [Alimentos Filhos]

4.4. Alimentos entre os companheiros: [Alimentos Companheiro]

Disposições Gerais

5. DISPOSIÇÕES GERAIS

5.1. A presente dissolução produzirá efeitos legais a partir da data de sua assinatura, sem prejuízo de posterior homologação judicial ou lavratura de escritura pública.

5.2. Os companheiros com filhos menores deverão submeter este acordo à Vara de Família competente para homologação judicial, com intimação do Ministério Público (CPC Arts. 698 e 733, parágrafo único).

5.3. Para companheiros sem filhos menores, este acordo servirá de base para a lavratura da Escritura Pública de Dissolução de União Estável em Cartório de Notas (Lei 11.441/2007), com assistência de advogado.

5.4. A dissolução da união estável não extingue a obrigação alimentar em relação a filhos menores, que persiste nos termos do CC Arts. 1.694–1.710.

Assinaturas

[Local Acordo], [Data Acordo].

_____________________________________________ [Comp1 Nome] — CPF: [Comp1 C P F] 1° Companheiro

_____________________________________________ [Comp2 Nome] — CPF: [Comp2 C P F] 2° Companheiro

_____________________________________________ Advogado(a) — OAB: _________________________

_____________________________________________ Testemunha 1 — Nome: _________________________ CPF: _________________________

_____________________________________________ Testemunha 2 — Nome: _________________________ CPF: _________________________

1° Companheiro

________________

Signature

2° Companheiro

________________

Signature

Mantido por Vladislav Sergienko, Fundador·Modelo modificado pela última vez: ·Relatar um erro

O que é Acordo de Dissolução de União Estável — Brasil

O Acordo de Dissolução de União Estável é o documento pessoal usado no Brasil nos termos da Código Civil Art. 1.725.

A união estável no Brasil é reconhecida como entidade familiar pelo Art. 226, §3° da Constituição Federal de 1988, que determina a proteção do Estado à união estável entre homem e mulher. O STF, nos julgamentos da ADPF 132 e da ADI 4.277 (2011), estendeu o reconhecimento da união estável aos casais homoafetivos — equiparando-os às uniões heterossexuais para todos os fins legais, incluindo a dissolução e seus efeitos.

O CC Art. 1.723 define a união estável como a convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas com o objetivo de constituir família. Não existe prazo mínimo de convivência para o reconhecimento da união estável — o que importa é o caráter de estabilidade e publicidade da relação. O Art. 1.724 estabelece os deveres dos companheiros: lealdade, respeito e assistência, e de guarda, sustento e educação dos filhos. O Art. 1.725 estabelece o regime patrimonial da união estável: salvo contrato escrito entre os companheiros (escritura de pacto de convivência), aplica-se o regime da comunhão parcial de bens.

A dissolução da união estável pode ocorrer de forma extrajudicial ou judicial. A dissolução extrajudicial é possível quando os companheiros chegam a um acordo sobre todos os efeitos da dissolução — partilha, guarda, alimentos — e não há filhos menores ou incapazes: nesse caso, pode-se lavrar escritura pública de dissolução de união estável em Cartório de Notas (Lei 11.441/2007 c/c CPC Art. 733). Se houver filhos menores ou incapazes, ou se os companheiros não chegarem a um acordo, a dissolução deve ser judicializada na Vara de Família competente.

Sao Paulo e Rio de Janeiro concentram o maior numero de dissoluções de unioes estaveis homologadas extrajudicialmente no Brasil, seguidos por Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O TJSP e o TJRJ processam milhares de escrituras de dissolucao por ano nos Cartorios de Notas, conforme regulamentacao do CNJ (Resolucao 35/2007) que disciplinou os procedimentos extrajudiciais de separacao, divorcio e dissolucao de uniao estavel.

O STJ, por meio de diversas decisoes em sede de Recurso Especial, consolidou o entendimento de que a dissolucao da uniao estavel pode ser formalizada por escritura publica em cartorio quando nao ha filhos menores ou incapazes, independentemente de prazo de convivencia. Havendo filhos menores ou incapazes, e obrigatorio o processo judicial homologado pelo juiz de familia, com intervencao do Ministerio Publico, conforme o Art. 733 do CPC (Lei 13.105/2015) e o Art. 1.111-A do CC.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Receita Federal do Brasil (RFB) tambem sao diretamente afetados pela dissolucao da uniao estavel, pois a qualidade de dependente do companheiro no RGPS — e, consequentemente, o direito a pensao por morte — depende da comprovacao da relacao estavel e de sua dissolucao formal.

Quando você precisa de Acordo de Dissolução de União Estável — Brasil

O Acordo de Dissolução de União Estável é necessário sempre que dois companheiros decidem encerrar sua convivência e precisam formalizar os efeitos jurídicos da dissolução — especialmente a partilha de bens e os direitos dos filhos.

As principais situações que demandam o acordo incluem: encerramento consensual da convivência com patrimônio comum — quando os companheiros possuem imóveis, veículos, investimentos ou empresas adquiridos durante a união que precisam ser divididos; dissolução com filhos menores — quando há filhos do casal que precisam ter guarda, visitas e alimentos regulados; companheiro que busca reconhecimento de direitos previdenciários — após a dissolução, o companheiro que contribuiu para a Previdência Social pode ter o ex-companheiro como beneficiário de pensão por morte (INSS — Lei 8.213/1991, Art. 16, I), e a dissolução formalizada é documento essencial para o INSS; dissolução de união com contrato de convivência — quando os companheiros celebraram escritura pública de contrato de convivência com regime patrimonial específico, a dissolução deve observar as regras do contrato; e reconhecimento de união estável com dissolução simultânea — quando a relação nunca foi formalizada e os companheiros precisam reconhecê-la e dissolvê-la ao mesmo tempo para regularizar direitos e partilhar bens.

A formalização da dissolução da união estável é também necessária para o companheiro que deseja se casar com outra pessoa — embora o Brasil não exija o encerramento formal da união estável antes de um novo casamento (diferentemente do divórcio), a comprovação do término da união evita complicações registrais e patrimoniais futuras.

Brasil: O Acordo de Dissolucao de Uniao Estavel tambem se torna necessario quando os companheiros desejam regularizar a situacao patrimonial e previdenciaria, especialmente para garantir ao sobrevivente o direito a pensao por morte junto ao INSS (Lei 8.213/1991 — Art. 74) ou ao regime proprio de previdencia social (RPPS) de servidores estaduais ou municipais. Sem a dissolucao formal, o companheiro pode ter dificuldades em comprovar o termino da relacao para fins de cessacao do beneficio de dependente.

Sao Paulo e Minas Gerais possuem Varas de Familia com alta demanda por escrituras de dissolucao. O Banco Central do Brasil (BACEN), por meio do CCS (Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional), e a Receita Federal do Brasil (RFB), por meio da DAA (Declaracao de Bens e Direitos do IRPF), tambem podem exigir a dissolucao formal para regularizacao de titularidade de contas bancarias e ativos financeiros.

O que incluir no seu Acordo de Dissolução de União Estável — Brasil

Um Acordo de Dissolução de União Estável válido no Brasil deve conter os seguintes elementos para cumprir os requisitos do CC Art. 1.725 e do CPC Art. 733, e para ser registrado em Cartório de Registro Civil ou averbado nos registros de bens.

Reconhecimento e Caracterização da União: Declaração expressa de que os companheiros mantiveram união estável — convivência pública, contínua e duradoura com objetivo de constituir família (CC Art. 1.723). Informar a data de início da convivência, o endereço do domicílio comum e o regime patrimonial aplicável (comunhão parcial — regra geral, ou regime diferenciado se houver contrato de convivência).

Identificação dos Companheiros: Nome completo, CPF, RG, data de nascimento, profissão e endereço de ambos os companheiros. Informar se algum dos companheiros era casado em separação de fato com outra pessoa durante a união estável — situação juridicamente complexa que pode afetar a validade da união.

Partilha de Bens: Inventário completo dos bens comuns adquiridos durante a união e sua alocação entre os companheiros, com o mesmo detalhamento exigido para o acordo de partilha no divórcio — imóveis com matrícula do CRI, veículos com placa e RENAVAM, saldos de contas e investimentos, quotas de empresa.

Guarda e Alimentos dos Filhos: Se o casal tiver filhos menores, o acordo deve incluir as cláusulas de guarda (unilateral ou compartilhada — CC Art. 1.583), regulamentação de visitas (CC Art. 1.589) e alimentos (CC Arts. 1.694–1.710) — nas mesmas condições exigidas no acordo de divórcio com filhos.

Alimentos entre Companheiros: Se aplicável, definir o valor, prazo e condições dos alimentos devidos entre os ex-companheiros (CC Art. 1.694 c/c Art. 1.725), com as mesmas características dos alimentos entre ex-cônjuges — caráter transitório e baseado no binômio necessidade-possibilidade.

Registro e Publicidade da Dissolução: Declaração de que a dissolução será averbada no Registro Civil das Pessoas Naturais do cartório onde a união estável foi eventualmente registrada. Para fins previdenciários, o acordo deve ser apresentado ao INSS ou ao RPPS competente para atualização do cadastro de beneficiários.

O forms-legal.com disponibiliza este modelo gratuitamente como ponto de partida. Para dissolução sem filhos menores, recomenda-se a escritura pública em Cartório de Notas (Lei 11.441/2007). Documentos relacionados: Acordo de Partilha de Bens no Divórcio e Acordo de Alimentos.

Alimentos e Pensao: Clausula definindo se ha obrigacao de alimentos de um companheiro para o outro e, em caso positivo, o valor, a periodicidade e as condicoes de revisao ou extincao, nos termos dos Arts. 1.694 a 1.710 do CC. O STJ (Sumula 382) reconhece que os alimentos entre ex-companheiros podem ser fixados por prazo determinado para permitir a reintegracao profissional.

Protecao de Dados Pessoais e Contas Digitais: Definicao de como serao tratados os dados pessoais compartilhados durante a uniao — contas em plataformas digitais, assinaturas de streaming, e-mails, chaves Pix cadastradas no CPF de cada companheiro no BACEN. A LGPD (Lei 13.709/2018) e a regulamentacao do BACEN para o arranjo de pagamentos instantaneos (PIX) sao referencias relevantes para esta clausula.

Reconhecimento de Filhos e Guarda: Se houver filhos reconhecidos durante a uniao, o acordo deve regulamentar a guarda (preferentemente compartilhada conforme a Lei 13.058/2014 e o Art. 1.583, par.2 do CC), o regime de visitas e a pensao alimenticia para os filhos menores, observando o melhor interesse da crianca e do adolescente (ECA — Lei 8.069/1990).

Chave Pix e Dados Bancarios: Clausula sobre o cancelamento das chaves Pix cadastradas conjuntamente no BACEN e a notificacao dos bancos (Banco do Brasil, Caixa Economica Federal, Itau, Bradesco, Santander) sobre a dissolucao, para evitar transacoes indevidas apos o termino da convivencia.

Como preencher seu Acordo de Dissolução de União Estável — Brasil

Para preencher corretamente o Acordo de Dissolução de União Estável no Brasil, siga as etapas abaixo, observando o CC Art. 1.725 e o CPC Art. 733.

Passo 1 — Caracterize a União Estável: Informe a data de início da convivência (data aproximada em que começaram a morar juntos ou a ter relacionamento público e estável), o endereço do domicílio comum e o regime patrimonial. Se os companheiros celebraram contrato de convivência por escritura pública, identifique-o e informe o regime patrimonial escolhido. Sem contrato de convivência, aplica-se a comunhão parcial (CC Art. 1.725).

Passo 2 — Identifique os Companheiros: Preencha os dados completos de ambos — nome, CPF, RG, data de nascimento, profissão e endereço atual. Se algum dos companheiros era casado com outra pessoa durante a união estável, inclua informação sobre o regime de separação de fato e eventual processo de divórcio em andamento.

Passo 3 — Liste e Divida os Bens: Elabore o inventário de todos os bens comuns adquiridos durante a união estável — imóveis (com matrícula do CRI), veículos (com RENAVAM), contas bancárias e investimentos (extratos atualizados) e quotas de empresa (contrato social). Atribua cada bem a um dos companheiros e calcule eventuais tornas (compensações em dinheiro).

Passo 4 — Defina a Guarda e os Alimentos dos Filhos: Se houver filhos menores, inclua as cláusulas de guarda (compartilhada ou unilateral), visitas (dias, horários, férias e datas especiais) e alimentos (valor, forma de pagamento, reajuste anual). Essas cláusulas são obrigatórias na presença de filhos menores.

Passo 5 — Defina os Alimentos entre Companheiros: Se houver desequilíbrio econômico entre os companheiros e um deles precisar de auxílio financeiro temporário, inclua cláusula de alimentos entre ex-companheiros — valor, prazo de vigência e causas de extinção.

Passo 6 — Formalize: Sem filhos menores, leve o acordo ao Cartório de Notas para lavratura de escritura pública (Lei 11.441/2007), com assistência de advogado. Com filhos menores, submeta à Vara de Família para homologação judicial, com intimação do MP. Após a escritura ou homologação, registre a dissolução no Cartório de Registro Civil e averbe nos registros dos bens partilhados.

Assistencia do Advogado ou Defensor Publico: Ainda que a dissolucao extrajudicial nao exija advogado, a Resolucao 35/2007 do CNJ recomenda a assistencia de advogado ou defensor publico para orientar as partes sobre seus direitos patrimoniais e previdenciarios antes da lavratura da escritura.

Erros comuns a evitar no seu Acordo de Dissolução de União Estável — Brasil

Os erros mais frequentes no Acordo de Dissolução de União Estável geram nulidades, conflitos patrimoniais e insegurança jurídica.

Erro 1 — Não Caracterizar a Data de Início da União: O acordo apenas menciona que os companheiros 'viviam juntos há alguns anos' sem especificar a data de início da convivência. A data de início é fundamental para definir quais bens adquiridos durante a união são comunicáveis — bens comprados antes da data de início são privativos, mesmo que em nome de ambos. Especifique a data de início com base na data de mudança para o mesmo endereço ou data de compromisso público.

Erro 2 — Fazer Dissolução Sem Reconhecer a União: Os companheiros fazem o acordo de dissolução sem reconhecer expressamente que houve uma união estável — apenas declaram que 'vão separar os bens'. Sem o reconhecimento expresso da união estável, a partilha pode ser contestada judicialmente por qualquer das partes ou por herdeiros. O acordo deve reconhecer explicitamente a existência da união estável com suas características (CC Art. 1.723).

Erro 3 — Ignorar os Direitos Previdenciários: A dissolução da união estável não inclui cláusula sobre os direitos previdenciários — pensão por morte pelo INSS, plano de saúde, seguro de vida. Após a dissolução, o ex-companheiro perde o direito de beneficiário de pensão por morte caso o outro companheiro venha a falecer, salvo se a dissolução ocorreu após o óbito. Verifique e documente o status de beneficiário previdenciário.

Erro 4 — Não Incluir os Filhos Menores na Dissolução Extrajudicial: O casal tenta fazer a dissolução por escritura pública em cartório tendo filhos menores — o que é vedado pelo CPC Art. 733 (a escritura extrajudicial só é possível sem filhos menores ou incapazes). O Cartório de Notas não pode lavrar a escritura nessa situação — a dissolução deve ser judicializada. Verifique previamente se há filhos menores antes de ir ao cartório.

Erro 5 — Não Registrar a Dissolução nos Cartórios Competentes: A escritura ou sentença de dissolução não é averbada nos registros dos bens — CRI para imóveis, DETRAN para veículos, Junta Comercial para quotas de empresa. Sem averbação, a transferência de propriedade não tem efeito perante terceiros (CC Art. 1.245). Imóveis continuam registrados em nome de ambos os companheiros até a averbação no CRI.

Fontes e Citações

As citações legais levam às fontes oficiais do governo.

  1. Art. 733 do CPCBR official

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Perguntas Frequentes

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