Skip to main content

Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares Brasil

Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares

Mútuo Civil — Código Civil Arts. 586-592

Cabeçalho

CONTRATO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL ENTRE PARTICULARES (MÚTUO CIVIL)

Código Civil Arts. 586-592 — Lei 10.406/2002

I — DAS PARTES

CREDOR (MUTUANTE): [Nome do Credor], CPF [CPF do Credor], RG [RG do Credor], estado civil [Estado Civil do Credor], residente em [Endereço do Credor], telefone [Telefone do Credor].

DEVEDOR (MUTUÁRIO): [Nome do Devedor], CPF [CPF do Devedor], RG [RG do Devedor], estado civil [Estado Civil do Devedor], residente em [Endereço do Devedor], telefone [Telefone do Devedor].

II — DO OBJETO

O credor empresta ao devedor a quantia de R$ [Valor do Empréstimo] ([Valor por Extenso]), que será entregue em [Data de Entrega dos Recursos] mediante [Forma de Entrega], nos dados: [Dados Bancários do Devedor].

O devedor declara ter recebido os recursos e se compromete a restituí-los nos termos deste contrato, conforme o Art. 586 do Código Civil Brasileiro.

III — DAS CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

Forma de pagamento: [Tipo de Pagamento]

Número de parcelas: [Número de Parcelas] | Valor de cada parcela: R$ [Valor de Cada Parcela]

Vencimento da 1ª parcela: [Data de Vencimento da 1ª Parcela]

Taxa de juros remuneratórios: [Taxa de Juros Mensais]% ao mês

Forma de pagamento das parcelas: [Forma de Pagamento das Parcelas]

IV — DA GARANTIA

Tipo de garantia: [Tipo de Garantia]

Detalhes da garantia: [Dados da Garantia]

V — DA INADIMPLÊNCIA E VENCIMENTO ANTECIPADO

Em caso de atraso, incidirão juros moratórios de [Juros Moratórios]% ao mês e multa moratória de [Multa Moratória]% sobre o valor em atraso, nos termos do CC Art. 406 e do CDC Art. 52 §1º.

O vencimento antecipado de todo o saldo devedor ocorrerá automaticamente nas seguintes hipóteses: (a) inadimplemento de 2 ou mais parcelas consecutivas; (b) decretação de falência, insolvência ou pedido de recuperação judicial do devedor; (c) penhora do bem dado em garantia em outro processo judicial, nos termos do CC Art. 333.

VI — DISPOSIÇÕES GERAIS

O presente contrato é regido pelo Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2002) e pelo Decreto 22.626/1933 (Lei da Usura). As partes elegem o [Foro de Eleição] para dirimir eventuais litígios, com renúncia de qualquer outro foro.

O devedor se compromete a declarar o empréstimo em sua Declaração de Ajuste Anual do IRPF na ficha 'Dívidas e Ônus Reais'. O credor declarará o valor na ficha 'Créditos a Receber', conforme as normas da Receita Federal do Brasil (RFB).

VII — ASSINATURAS

[Cidade/Estado de Assinatura], [Data de Assinatura]

_________________________________________ [Nome do Credor] — CPF: [CPF do Credor] Credor (Mutuante)

_________________________________________ [Nome do Devedor] — CPF: [CPF do Devedor] Devedor (Mutuário)

Testemunhas: 1. [Nome da 1ª Testemunha] — CPF: [CPF da 1ª Testemunha] 2. [Nome da 2ª Testemunha] — CPF: [CPF da 2ª Testemunha]

Credor (Mutuante)

________________

Signature

Devedor (Mutuário)

________________

Signature

Mantido por Vladislav Sergienko, Fundador·Modelo modificado pela última vez: ·Relatar um erro

O que é Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares Brasil

Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares no Brasil é o instrumento jurídico do mútuo civil, pelo qual uma pessoa física (mutuante ou credor) transfere ao mutuário (devedor) determinada quantia em dinheiro, comprometendo-se o devedor a restituir o mesmo valor, acrescido de juros remuneratórios e correção monetária, nos termos e prazo ajustados, com fundamento no Art. 586 do Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2002) e nos Arts. 591 e 592, que regulam os juros e o vencimento antecipado no mútuo.

O Art. 586 do Código Civil define o mútuo como o contrato em que o mutuante transfere ao mutuário a propriedade de coisa fungível, com a obrigação de restituir-se coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade. No caso do empréstimo em dinheiro, o devedor recebe os valores e pode dispor deles livremente, devendo restituir o equivalente monetário — não as mesmas cédulas. Essa transferência de propriedade distingue o mútuo do comodato (Arts. 579-585 do CC), em que o bem é cedido gratuitamente para uso com obrigação de devolução da mesma coisa.

O contrato de empréstimo entre particulares é instrumento legítimo e amplamente utilizado no Brasil, especialmente em situações de emergência financeira em que um familiar, amigo ou colega supre necessidade do devedor sem os custos e burocracia das instituições financeiras (bancos, financeiras, cooperativas de crédito) reguladas pelo Banco Central do Brasil (BCB/BACEN). Diferentemente da agiotagem — prática ilegal de emprestar dinheiro com juros abusivos de forma habitual e lucrativa, tipificada no Art. 4º do Decreto 22.626/1933 (Lei da Usura) e no Art. 192, §3º da Constituição Federal — o empréstimo pontual entre pessoas físicas com taxa de juros razoável é perfeitamente legal.

Para maior proteção jurídica de ambas as partes, o contrato de empréstimo pessoal entre particulares deve: (a) identificar com precisão credor e devedor; (b) especificar o valor do empréstimo em reais; (c) definir prazo e condições de pagamento; (d) estabelecer taxa de juros remuneratórios (se aplicável) abaixo do limite da Lei da Usura; (e) prever garantias (fiança, penhor, alienação fiduciária); e (f) ser assinado por duas testemunhas para ter força de título executivo extrajudicial, conforme o Art. 784, inciso III, do CPC 2015 (Lei 13.105/2015).

Quando você precisa de Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares Brasil

O Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares é necessário em diversas situações do cotidiano financeiro dos brasileiros, especialmente quando o acesso ao crédito bancário é dificultado por histórico de inadimplência, ausência de comprovante de renda formal ou custo elevado dos empréstimos institucionais.

Emergência médica ou hospitalar: Quando um familiar ou amigo necessita de recursos para cirurgia, tratamento médico ou hospitalização urgente — custos que podem chegar a dezenas de milhares de reais — e não tem como acessar crédito formal rapidamente, o empréstimo entre particulares com contrato documentado é a solução mais ágil e segura para ambas as partes.

Acesso à moradia ou reforma imobiliária: Complementar o valor de entrada para compra de imóvel ou financiar reforma residencial são usos comuns do mútuo entre familiares de classes média e média-baixa no Brasil, especialmente em cidades onde o custo do imóvel é elevado em relação ao crédito imobiliário disponível.

Capital de giro para pequeno empreendimento: Micro e pequenos empreendedores que precisam de capital de giro para manter o negócio em operação durante períodos de sazonalidade ou inadimplência de clientes frequentemente recorrem a familiares e amigos. O contrato formaliza o empréstimo e protege a relação pessoal.

Consolidação de dívidas com juros elevados: Devedor com dívidas em cartão de crédito (juros médios de 400% ao ano em 2024, segundo dados do Banco Central do Brasil) pode receber empréstimo de familiar a juros bem menores (ex.: 12% ao ano) para quitar as dívidas caras — operação conhecida como consolidação de dívidas.

Aquisição de bem de consumo: Compra de veículo, equipamento de trabalho ou bem durável que o devedor não pode financiar diretamente por restrição de crédito no SPC/SERASA. O contrato entre particulares formaliza a operação sem envolver instituição financeira.

Crédito entre empresários e sócios: Sócios de empresa limitada (Ltda.) que emprestam recursos à sociedade ou entre si para capitalizar o negócio, com previsão de remuneração por juros, utilizam o mútuo civil como instrumento jurídico adequado antes da formalização como contrato de mútuo ou abertura de conta de capital.

O que incluir no seu Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares Brasil

O Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares deve conter todos os elementos essenciais para garantir a segurança jurídica de credor e devedor e a exequibilidade do título.

Identificação completa das partes: Nome completo, CPF, RG, data de nascimento, estado civil, profissão e endereço completo do credor (mutuante) e do devedor (mutuário). O estado civil é relevante porque cônjuge casado sob regime de comunhão universal ou parcial de bens pode precisar da outorga uxória (CC Art. 1.647) para contrair dívida de mútuo acima de determinado valor.

Valor do empréstimo: Valor exato em reais, por extenso (ex.: R$ 15.000,00 — quinze mil reais), data de entrega dos recursos (depósito bancário com comprovante ou entrega em espécie com recibo assinado) e forma de entrega (PIX, TED, DOC, cheque, espécie).

Prazo e cronograma de pagamento: Data de vencimento de cada parcela (para pagamento parcelado) ou data única de liquidação (para pagamento em parcela única). Tabela de amortização com valor de cada parcela, discriminando capital amortizado, juros remuneratórios e saldo devedor ao final de cada período. O forms-legal.com oferece calculadora de tabela Price (Sistema Francês) para contratos de mútuo com parcelas iguais.

Taxa de juros remuneratórios: Taxa mensal e anual expressa em percentual (ex.: 1,5% ao mês / 19,56% ao ano). Devem ser observados os limites da Lei da Usura (Decreto 22.626/1933) — juros superiores ao dobro da taxa SELIC podem ser reduzidos judicialmente pelo STJ. Contratos sem estipulação de juros remuneratórios são empréstimos gratuitos (mútuo gratuito, CC Art. 591, parte final).

Encargos de inadimplemento: Juros moratórios (mínimo: 1% ao mês, CC Art. 406; máximo: taxa SELIC) e multa moratória (máximo 2% sobre o valor em atraso para contratos com consumidores — CDC Art. 52 §1º; sem limitação específica para contratos puramente civis, mas o juiz pode reduzir sob a cláusula penal do CC Art. 413). Correção monetária pelo IPCA sobre as parcelas em atraso.

Garantias: Descrição completa da garantia prestada — fiança (nome, CPF e endereço do fiador), penhor (descrição do bem, número de série ou RENAVAM, valor de avaliação), alienação fiduciária (dados do imóvel ou bem móvel). Para penhor de veículo, indicar a necessidade de registro no Detran (CC Art. 1.461).

Vencimento antecipado: Hipóteses que autorizam o credor a exigir o saldo devedor imediatamente — inadimplência de 2 ou mais parcelas, falência do devedor, penhora dos bens dados em garantia — conforme o CC Art. 333.

Foro de eleição: Cidade eleita pelas partes para eventual ação judicial de cobrança. Em São Paulo, é frequente indicar o Foro Central Cível da Comarca de São Paulo; em cidades menores, o Juízo da Comarca local.

Como preencher seu Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares Brasil

O preenchimento correto do Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares é fundamental para que o documento tenha força jurídica e sirva de prova em caso de litígio.

Passo 1 — Identificação das partes: Preencha nome completo conforme documento de identidade, CPF com pontuação, RG com órgão emissor (ex.: SSP/SP), data de nascimento, estado civil (solteiro, casado, divorciado, viúvo, união estável) e endereço completo com CEP de ambas as partes. Para devedores casados, indique o nome do cônjuge e o regime de bens — pode ser necessária a assinatura do cônjuge na qualidade de devedor solidário ou outorgante.

Passo 2 — Valor e entrega dos recursos: Informe o valor exato em algarismos e por extenso. Indique a data em que os recursos foram ou serão entregues e a forma de entrega — para transferências bancárias (PIX, TED), guarde o comprovante; para entrega em espécie, o devedor deve assinar um recibo que pode ser incorporado como Anexo I do contrato.

Passo 3 — Prazo e parcelas: Para empréstimos parcelados, indique o número de parcelas (ex.: 12 prestações mensais), o valor de cada prestação (calculado com base na tabela Price ou Sistema SAC), a data de vencimento da primeira parcela e as subsequentes (ex.: todo dia 10 de cada mês). Para pagamento único, indique a data de vencimento.

Passo 4 — Taxa de juros: Indique a taxa mensal (ex.: 1,5% ao mês) e a taxa anual equivalente (ex.: 19,56% ao ano). Evite taxas acima de 2% ao mês para contratos entre particulares, pois o STJ pode reduzi-las por abusividade. Para empréstimos sem juros (entre familiares próximos), registre expressamente que o empréstimo é gratuito (sem juros remuneratórios).

Passo 5 — Garantias: Se exigir fiança, o fiador deve assinar o contrato no campo específico. Para penhor de veículo, descreva o veículo completo (marca, modelo, ano, placa, RENAVAM, chassi) e indique que o penhor será registrado no Detran. Guarde o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) como documento adicional.

Passo 6 — Assinatura e testemunhas: Ambas as partes assinam todas as vias com caneta azul ou preta. Para título executivo extrajudicial, duas testemunhas maiores e capazes que não sejam parte no contrato assinam no campo destinado. O reconhecimento de firma em cartório confere data certa ao documento — especialmente importante para grandes valores.

Passo 7 — Declaração do IRPF: Após a assinatura, ambas as partes devem registrar a operação em suas respectivas declarações de IRPF — o credor em 'Créditos a Receber' e o devedor em 'Dívidas e Ônus Reais'. Isso previne questionamentos futuros da Receita Federal do Brasil (RFB) sobre movimentações financeiras entre CPFs.

Erros comuns a evitar no seu Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares Brasil

Os erros mais comuns nos contratos de empréstimo pessoal entre particulares no Brasil resultam em dificuldade de cobrança e deterioração de relações pessoais. Conhecê-los é fundamental para proteger o credor.

Não documentar a entrega dos recursos: O maior erro em contratos de mútuo é não guardar comprovante da transferência do dinheiro ao devedor. Sem prova da entrega (comprovante de PIX, TED ou recibo assinado), o devedor pode negar ter recebido o valor, e o credor fica sem como provar a existência da dívida.

Estabelecer juros acima do limite legal: Juros acima de 2% ao mês em contratos entre não bancários podem ser reduzidos pelo juiz com base na Lei da Usura (Decreto 22.626/1933) e no CC Art. 157 (lesão). Além da redução judicial, alegar usura é estratégia comum de defesa do devedor inadimplente, o que pode retardar a cobrança.

Não incluir cláusula de vencimento antecipado: Sem essa cláusula, o credor pode ser obrigado a esperar o vencimento de cada parcela para cobrar individualmente, mesmo quando o devedor sinalizou insolvência. Com a cláusula de vencimento antecipado, o credor pode exigir o total imediatamente após o segundo ou terceiro inadimplemento.

Omitir o contrato na declaração do IRPF: Credor e devedor que não declaram o empréstimo no IRPF ficam expostos a questionamento da Receita Federal do Brasil (RFB) — a transferência bancária detectada pelo SPED pode ser requalificada como doação tributável pelo ITCMD ou como renda omitida sujeita ao IRPF.

Não exigir garantia para valores elevados: Empréstimos de valor elevado (acima de R$ 5.000) sem garantia real (penhor, alienação fiduciária) ou pessoal (fiança) dependem exclusivamente da boa-fé do devedor. Em caso de insolvência, o credor sem garantia é credor quirografário (CC Art. 983), com menor prioridade na execução.

Acreditar que laços de parentesco dispensam o contrato: O equívoco mais humano e mais prejudicial — acreditar que empréstimo para filho, irmão ou cônjuge não precisa de documento. Estatisticamente, os litígios de cobrança entre familiares são os mais difíceis e dolorosos, e a falta de prova documental dificulta a recuperação do crédito e destrói relações familiares.

Fontes e Citações

As citações legais levam às fontes oficiais do governo.

  1. Art. 406 do CCBR official

Citar esta página

Faça referência a este modelo gratuito num artigo, plano de aula ou nota de pesquisa:

APA

Forms Legal. (2026). Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares Brasil (Brasil) [Legal document template]. Forms Legal. https://forms-legal.com/pt/brasil/personal/bills-of-sale/contrato-emprestimo-pessoal-entre-particulares-brasil

MLA

"Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares Brasil (Brasil)." Forms Legal, 2026, https://forms-legal.com/pt/brasil/personal/bills-of-sale/contrato-emprestimo-pessoal-entre-particulares-brasil.

BibTeX
@misc{formslegal-contrato-emprestimo-pessoal-entre-particulares-brasil,
  author       = {{Forms Legal}},
  title        = {Contrato de Empréstimo Pessoal entre Particulares Brasil (Brasil)},
  year         = {2026},
  howpublished = {\url{https://forms-legal.com/pt/brasil/personal/bills-of-sale/contrato-emprestimo-pessoal-entre-particulares-brasil}},
  note         = {Free legal document template}
}

Perguntas Frequentes

Modelo com referências legais — Modelo modificado pela última vez em junho de 2026

Este modelo é fornecido apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento jurídico. As leis variam de acordo com a jurisdição e mudam ao longo do tempo. Consulte um advogado qualificado para aconselhamento específico para a sua situação.Aviso legal completo

Encontrou um erro? Avise-nos