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Carta de Cobrança Extrajudicial Brasil

Carta de Cobrança Extrajudicial Brasil

CARTA DE COBRANÇA EXTRAJUDICIAL

[Cidade Estado], [Data Emissão].

De:

[Credor Nome] | CPF/CNPJ: [Credor CPF/CNPJ]

[Credor Endereço]

Contato: [Credor Contato]

Para:

[Devedor Nome] | CPF/CNPJ: [Devedor CPF/CNPJ]

[Devedor Endereço]

Assunto: Notificação de Débito em Aberto — Solicitação de Pagamento

Prezado(a) [Devedor Nome],

Por meio desta Carta de Cobrança Extrajudicial, comunicamos a V.Sa. a existência de débito em aberto em favor de [Credor Nome], decorrente de: [Débito Descrição], com vencimento original em [Débito Vencimento], cujo saldo total atualizado na presente data é de [Débito Valor Total].

Informamos que, nos termos do Artigo 397 do Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2002), V.Sa. encontra-se em mora desde a data de vencimento acima indicada, incidindo sobre o valor principal os encargos contratuais e legais aplicáveis.

Solicitamos que V.Sa. providencie o pagamento do valor de [Débito Valor Total] no prazo de [Prazo Pagamento] contados do recebimento desta carta, mediante:

[Dados Pagamento]

Decorrido o prazo sem manifestação ou pagamento, esta empresa/pessoa adotará as seguintes providências legais: [Consequências].

Caso já tenha efetuado o pagamento ou deseje negociar as condições de quitação, pedimos que entre em contato imediatamente pelo telefone ou e-mail indicados acima para evitar as medidas mencionadas.

Esta comunicação é feita em conformidade com o Artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), em linguagem respeitosa e sem qualquer intenção de vexame ou constrangimento.

Atenciosamente,

[Credor Nome]

CPF/CNPJ: [Credor CPF/CNPJ]

Assinatura: _________________________

Credor (Remetente)

________________

Signature

Mantido por Vladislav Sergienko, Fundador·Modelo modificado pela última vez: ·Relatar um erro

O que é Carta de Cobrança Extrajudicial Brasil

A Carta de Cobrança Extrajudicial é o documento financeiro usado no Brasil nos termos do Art. 397 do Código Civil (Lei 10.406/2002), que rege a constituição em mora, e do Art. 42 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), que veda a cobrança vexatória ou abusiva. Trata-se da comunicação formal pela qual o credor exige do devedor o pagamento de obrigação vencida — parcelas de mútuo, financiamento, prestação de serviços ou fornecimento — antes de recorrer a medidas mais gravosas, como o protesto do título ou a ação judicial de cobrança. Para obrigações sem prazo certo, a carta serve para constituir o devedor em mora por interpelação, nos termos do Art. 397, parágrafo único, do Código Civil, fazendo incidir juros e correção monetária a partir da notificação. Redigida com identificação precisa do débito, do prazo para pagamento e das consequências da inadimplência, a carta demonstra a boa-fé do credor, preserva a relação comercial e constitui prova documental relevante em eventual demanda posterior perante a Vara Cível.

Quando você precisa de Carta de Cobrança Extrajudicial Brasil

A Carta de Cobrança Extrajudicial torna-se necessária no Brasil em situações específicas que precedem a adoção de medidas mais gravosas contra o devedor inadimplente. O vencimento de parcelas de contratos de mútuo, financiamento, prestação de serviços ou fornecimento sem pagamento pelo devedor justifica o envio da carta como primeiro passo formal na cadeia de cobrança, demonstrando boa-fé do credor antes de acionar medidas mais custosas. A constituição formal em mora do devedor por notificação — prevista no Artigo 397, parágrafo único, do Código Civil para obrigações sem prazo certo — pode ser necessária para o início do cômputo de juros moratórios, multa contratual e correção monetária quando a obrigação não tem data definida de vencimento. O encaminhamento ao Tabelionato de Protesto de Títulos previsto na Lei 9.492/1997 é muitas vezes precedido de carta de cobrança para dar ao devedor oportunidade de pagar voluntariamente sem arcar com as custas do protesto. A inclusão do nome do devedor no SPC Brasil, Serasa Experian ou SCPC deve ser precedida de aviso de 10 dias conforme o Artigo 43, parágrafo 2º, do CDC e a Súmula 359 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e a carta serve como comprovante desse aviso prévio. Para profissionais liberais — advogados, médicos, engenheiros, contadores — que prestaram serviços não remunerados, a carta documenta a exigência formal dos honorários antes do ajuizamento de ação de cobrança perante a Justiça Comum. Em processos de execução judicial, o juiz pode considerar favoravelmente ao credor a existência de tentativas extrajudiciais de cobrança comprovadas por documentação, na fixação de honorários sucumbenciais. Contratos de seguro com prêmios em atraso exigem notificação prévia ao segurado antes do cancelamento da apólice, nos termos da Circular SUSEP 256/2004, tornando a carta de cobrança elemento procedimental obrigatório nesse segmento. Operações de crédito consignado reguladas pela Lei 10.820/2003 e pela Resolução CMN 3.519/2007 do Banco Central do Brasil (BCB) também demandam comunicação formal prévia ao devedor antes da adoção de medidas de cobrança mais gravosas como a negativação nos cadastros de restrição de crédito.

O que incluir no seu Carta de Cobrança Extrajudicial Brasil

Os elementos essenciais da Carta de Cobrança Extrajudicial no Brasil incluem a identificação completa do credor com nome ou razão social, CPF ou CNPJ, endereço completo para correspondência e dados de contato como telefone e e-mail. A qualificação precisa do devedor com nome completo ou razão social, CPF ou CNPJ e endereço atualizado é indispensável para assegurar a validade da notificação e a ciência formal do inadimplente. A descrição precisa do débito deve indicar o contrato ou título de origem, o número do documento, a data de celebração, a data de vencimento, o valor principal, os juros moratórios calculados desde a data de vencimento conforme Artigo 406 do Código Civil ou cláusula contratual específica, a multa prevista no Artigo 408 do Código Civil e a correção monetária pelo índice contratualmente previsto ou, na ausência, pelo IPCA. O cálculo discriminado do saldo devedor deve apresentar separadamente: o valor do principal, os juros moratórios por extenso com a taxa aplicada e o período de incidência, a multa contratual com percentual e base de cálculo, a correção monetária com o índice e o período de atualização, e o total geral em algarismos e por extenso em reais. Essa discriminação detalhada previne questionamentos do devedor sobre a exatidão dos valores exigidos e facilita a verificação pelo próprio devedor da correção dos cálculos. O prazo concedido para pagamento voluntário deve ser explicitado com clareza — usualmente de 5 a 15 dias úteis contados do recebimento comprovado da carta —, com indicação da data-limite precisa. As formas de pagamento aceitas pelo credor devem ser especificadas de forma completa: chave PIX com o tipo de chave informado (CPF, CNPJ, telefone ou chave aleatória), dados para TED com banco, agência, conta e tipo de conta, código do boleto bancário com data de vencimento ou número de conta para depósito identificado, facilitando a quitação imediata pelo devedor sem necessidade de contato adicional. A consequência objetiva do não pagamento no prazo deve ser mencionada de forma informativa e não ameaçadora — encaminhamento ao Tabelionato de Protesto de Títulos competente nos termos da Lei 9.492/1997, inscrição no SPC Brasil ou Serasa Experian com aviso prévio de 10 dias conforme Artigo 43, parágrafo 2º, do CDC e Súmula 359 do STJ, ou ajuizamento de ação judicial com encargos de sucumbência incluindo honorários advocatícios nos termos do Artigo 85 do CPC. A linguagem deve ser respeitosa e não vexatória, conforme obrigação do Artigo 42 do CDC, evitando expressões como ameaças de prisão, escândalos públicos ou contato com familiares, empregadores ou vizinhos do devedor. A indicação do nome, cargo e dados de contato direto do responsável pela cobrança — telefone, e-mail e horário de atendimento — demonstra boa-fé do credor perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e facilita eventual solução amigável sem necessidade de litígio judicial. A plataforma forms-legal.com disponibiliza este modelo com campos editáveis para completar e baixar gratuitamente em PDF ou Word.

Como preencher seu Carta de Cobrança Extrajudicial Brasil

Para preencher corretamente a Carta de Cobrança Extrajudicial, inicie com a data e o local de emissão no cabeçalho, seguidos da identificação completa do credor remetente com razão social ou nome, CPF ou CNPJ, endereço e contato. Qualifique o devedor destinatário com nome completo ou razão social, CPF ou CNPJ e endereço atualizado, verificando se os dados coincidem com os do contrato ou título de origem para evitar questionamentos sobre a identidade do destinatário. Descreva o débito com precisão técnica e numérica: identifique o contrato ou título de origem pelo número e data, especifique a data de vencimento, o valor principal, os juros moratórios e a multa contratual calculados até a data da carta, e apresente o saldo total exigido em algarismos e por extenso. Apresente o cálculo de forma discriminada em tabela ou lista estruturada, separando principal, juros, multa e correção monetária, para que o devedor possa verificar a exatidão dos valores sem necessidade de contato adicional. Estabeleça um prazo objetivo para pagamento, geralmente de 5 a 15 dias úteis contados do recebimento da carta, indicando a data de vencimento do prazo de forma clara e inequívoca. Informe os dados bancários completos para quitação — chave PIX com tipo de chave, banco, agência, conta corrente ou poupança —, facilitando o pagamento imediato pelo devedor sem contato intermediário. Mencione as providências que serão adotadas em caso de não pagamento de forma clara, objetiva e sem linguagem vexatória ou ameaçadora, citando especificamente o Tabelionato de Protesto competente, os cadastros de inadimplentes e a via judicial. Assine a carta com nome, cargo e dados de contato do responsável pela cobrança, conferindo-lhe maior credibilidade e abrindo canal direto para negociação amigável. Envie a carta por correio com Aviso de Recebimento (AR) pelos Correios para assegurar prova de entrega com data certa e assinatura do recebedor. Guarde cópia da carta enviada, do comprovante de postagem e do AR devolvido como prova documental para eventual ação judicial futura perante a Vara Cível competente.

Erros comuns a evitar no seu Carta de Cobrança Extrajudicial Brasil

Entre os erros mais frequentes na elaboração de Cartas de Cobrança Extrajudicial no Brasil destaca-se o uso de linguagem ameaçadora, intimidatória ou vexatória, que pode configurar o crime previsto no Artigo 71 do CDC e gerar condenação por danos morais com valores entre R$ 3.000 e R$ 15.000 fixados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Cobrar valores incorretos — incluindo encargos não previstos no contrato, calculados com base em índices inadequados ou aplicando multa acima de 2% em relações de consumo — expõe o credor à responsabilidade por cobrança indevida conforme Artigo 42, parágrafo único, do CDC, que impõe restituição em dobro do valor cobrado a mais. Enviar a carta para endereço desatualizado sem fazer as diligências mínimas para localizar o devedor enfraquece a posição processual do credor, pois ele não poderá comprovar que o devedor foi efetivamente notificado. Omitir o prazo para pagamento e os dados bancários para quitação torna a carta menos eficaz como instrumento de cobrança amigável e pode ser questionada quanto ao real objetivo do credor. Não guardar o comprovante de envio com Aviso de Recebimento (AR) elimina o valor probatório do documento em eventual ação judicial, pois o devedor poderá negar ter recebido a comunicação. Encaminhar a carta diretamente ao Tabelionato de Protesto de Títulos sem antes notificar o devedor sobre a iminência do protesto pode gerar ação de cancelamento de protesto com condenação do credor em custas e honorários advocatícios. Contatar parentes, vizinhos ou o empregador do devedor para cobrar a dívida constitui cobrança abusiva vedada pelo CDC e pelo STJ, podendo gerar condenação em danos morais mesmo quando o débito é legítimo e exigível.

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Perguntas Frequentes

Modelo com referências legais — Modelo modificado pela última vez em junho de 2026

Este modelo é fornecido apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento jurídico. As leis variam de acordo com a jurisdição e mudam ao longo do tempo. Consulte um advogado qualificado para aconselhamento específico para a sua situação.Aviso legal completo

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