Termos e Condições de E-Commerce Brasil
Decreto 7.962/2013 + CDC
TERMOS E CONDIÇÕES DE USO E COMPRA
Regulado pelo Decreto 7.962/2013, CDC (Lei 8.078/1990) e LGPD (Lei 13.709/2018)
1. IDENTIFICAÇÃO DO FORNECEDOR
Razão Social / Nome: [Fornecedor Nome]
CNPJ / CPF: [Fornecedor CNPJ]
Endereço: [Fornecedor Endereço]
E-mail de Atendimento: [Fornecedor Email]
Telefone: [Fornecedor Telefone]
Site: [URL Site]
2. PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS
O site [URL Site], operado por [Fornecedor Nome], comercializa: [Categorias Produtos]. As características detalhadas de cada produto estão descritas na respectiva página de produto. Todas as imagens são meramente ilustrativas — as cores e acabamentos podem variar conforme o monitor do cliente e o lote de fabricação.
O fornecedor observa as obrigações de oferta clara previstas no Art. 31 do Código de Defesa do Consumidor (CDC — Lei 8.078/1990) e no Art. 2º, inciso II, do Decreto 7.962/2013. Toda oferta publicada no site vincula o fornecedor nos termos do Art. 30 do CDC.
3. PREÇOS E FORMAS DE PAGAMENTO
Todas as ofertas no site [URL Site] informam o preço total do produto, incluindo os tributos incidentes. Formas de pagamento aceitas: [Formas Pagamento].
Os dados de pagamento são processados por gateway de pagamento certificado PCI DSS. O fornecedor não armazena dados de cartão de crédito em seus servidores.
4. FRETE, PRAZO DE ENTREGA E RESPONSABILIDADE
Política de frete: [Política Frete].
Prazos estimados de entrega após a confirmação do pagamento: Sul e Sudeste — [Prazo Entrega Sudeste]; demais regiões — [Prazo Entrega Demais]. Os prazos são estimativas e podem variar por fatores externos (greves, feriados, condições climáticas, falhas de transportadora).
O fornecedor é responsável pelo produto até a entrega ao consumidor. Em caso de extravio ou avaria durante o transporte, o consumidor deve registrar reclamação em até 7 (sete) dias após o recebimento pelo canal de atendimento.
5. DIREITO DE ARREPENDIMENTO (ART. 49 DO CDC)
O consumidor tem o direito de arrepender-se da compra no prazo de 7 (sete) dias corridos contados da data de recebimento do produto, sem necessidade de justificativa, nos termos do Art. 49 do CDC e do Decreto 7.962/2013.
Para exercer o direito de arrependimento, o consumidor deve contatar o fornecedor pelo seguinte canal: [Canal Arrependimento].
O fornecedor restituirá integralmente ao consumidor todos os valores pagos, incluindo o frete de entrega, no prazo máximo de 10 (dez) dias corridos após o recebimento do pedido de cancelamento, pelo mesmo meio de pagamento utilizado na compra. Os custos de devolução do produto são arcados pelo fornecedor. Qualquer cláusula que restrinja ou onere o exercício do direito de arrependimento é nula de pleno direito nos termos do Art. 51, I, do CDC.
6. TROCA E DEVOLUÇÃO POR VÍCIO DO PRODUTO (ARTS. 18 E 26 DO CDC)
O consumidor pode reclamar pelo vício (defeito) do produto dentro dos seguintes prazos: 30 (trinta) dias para produtos não duráveis; 90 (noventa) dias para produtos duráveis. O prazo conta da data de recebimento.
O fornecedor tem o prazo de 30 (trinta) dias para sanar o vício. Transcorrido esse prazo sem solução, o consumidor pode, à sua escolha: substituição do produto; restituição integral da quantia paga corrigida monetariamente; ou abatimento proporcional do preço (Art. 18 do CDC).
7. PRIVACIDADE E LGPD
O fornecedor trata os dados pessoais dos consumidores conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD — Lei 13.709/2018) e a Política de Privacidade disponível no site [URL Site]. Os dados coletados durante a compra (nome, CPF, endereço, e-mail, dados de pagamento) são utilizados exclusivamente para processamento e entrega do pedido e cumprimento de obrigações legais, com base na hipótese legal de execução do contrato (Art. 7º, V, da LGPD). O uso de dados para comunicações de marketing depende de consentimento expresso do consumidor (Art. 7º, I, da LGPD), com opção de opt-out a qualquer momento. O titular de dados pode exercer seus direitos (acesso, correção, eliminação, portabilidade) pelo e-mail [Fornecedor Email]. A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) é a autoridade competente para receber reclamações sobre tratamento de dados pessoais.
8. ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR
O consumidor pode contatar o fornecedor pelos canais abaixo, com prazo de resposta de até 5 (cinco) dias úteis conforme o Decreto 11.034/2022 (SAC Digital): E-mail: [Fornecedor Email]; Telefone: [Fornecedor Telefone].
O consumidor também pode registrar reclamações no PROCON do seu estado, na plataforma Consumidor.gov.br (Ministério da Justiça) e no portal Reclame Aqui. Estes Termos entram em vigor em [Data Vigência].
Fornecedor / Responsável Legal
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Signature
O que é Termos e Condições de E-Commerce Brasil
Os Termos e Condições de E-Commerce no Brasil constituem o instrumento contratual que regula a relação entre o fornecedor que opera uma loja virtual e os consumidores que realizam compras por meio da plataforma digital, sendo obrigatório conforme o Decreto 7.962 de 15 de março de 2013 — o Decreto do E-Commerce — editado com fundamento no Art. 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC — Lei 8.078/1990) e no Art. 84, inciso IV, da Constituição Federal de 1988.
O Decreto 7.962/2013 regulamenta especificamente o comércio eletrônico no Brasil, estabelecendo obrigações de transparência, atendimento e cumprimento das ofertas para todos os fornecedores que vendem produtos ou serviços por meio de websites, aplicativos (apps), marketplaces e plataformas digitais. As principais obrigações impostas pelo Decreto incluem: exibição clara do nome empresarial, número de inscrição no CNPJ e endereço do fornecedor; informações claras sobre as características essenciais do produto ou serviço; discriminação dos preços, incluindo frete e demais encargos; prazo de entrega; formas de pagamento; disponibilização de meios de contato eficazes ao consumidor.
O Art. 49 do CDC garante ao consumidor o direito de arrependimento de 7 (sete) dias corridos a partir da celebração do contrato ou do recebimento do produto, sem necessidade de justificativa e com restituição integral dos valores pagos, incluindo o frete. Este prazo foi regulamentado em detalhes pelo Decreto 7.962/2013 e é irrenunciável — cláusulas nos Termos e Condições que restrinjam ou eliminem o direito de arrependimento são nulas de pleno direito, conforme o Art. 51, inciso I, do CDC.
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD — Lei 13.709/2018) é fundamentalmente relevante para os Termos e Condições de E-Commerce, pois toda loja virtual trata dados pessoais dos consumidores (nome, CPF, endereço, e-mail, dados de pagamento). A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), criada pela Lei 13.853/2019, fiscaliza o cumprimento da LGPD e pode aplicar multas de até 2% do faturamento da empresa no Brasil, limitadas a R$ 50 milhões por infração. O Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) e o Decreto 8.771/2016 estabelecem princípios de neutralidade de rede, privacidade e guarda de logs de acesso aplicáveis às lojas virtuais.
O Sistema Brasileiro de Defesa do Consumidor (SNDC), integrado pelo PROCON de cada estado e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), fiscaliza o cumprimento do CDC e do Decreto 7.962/2013 nas lojas virtuais, podendo aplicar multas administrativas com base nos Arts. 56 a 60 do CDC. O Serviço de Atendimento ao Consumidor Digital (SAC Digital) foi regulamentado pelo Decreto 11.034/2022, que modernizou as regras de atendimento ao consumidor e estabeleceu prazos específicos para resposta por canais digitais.
Quando você precisa de Termos e Condições de E-Commerce Brasil
Os Termos e Condições de E-Commerce no Brasil são obrigatórios para qualquer pessoa física ou jurídica que realize vendas de produtos ou serviços por meio de plataformas digitais, sendo sua ausência uma infração direta ao Decreto 7.962/2013 e ao CDC.
Os Termos e Condições de E-Commerce são necessários quando: — Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) criam lojas virtuais próprias (em plataformas como Shopify, WooCommerce, VTEX, Nuvemshop ou Loja Integrada) e precisam cumprir as obrigações legais do Decreto 7.962/2013 perante o PROCON e o Ministério da Justiça; — Empresas que vendem em marketplaces (Mercado Livre, Shopee, Amazon Brasil, Americanas, Magalu) precisam ter seus próprios Termos e Condições além das políticas gerais do marketplace, especialmente para regular a relação direta com o consumidor em aspectos não cobertos pelas políticas da plataforma; — Startups de e-commerce que captam investidores ou passam por due diligence precisam demonstrar conformidade regulatória completa, incluindo Termos e Condições, Política de Privacidade (LGPD) e Política de Cookies; — Empresas de moda, eletrônicos, cosméticos ou qualquer segmento com alta taxa de devolução precisam de uma política de troca e devolução clara e conforme o CDC para reduzir reclamações no PROCON, no Reclame Aqui e na plataforma Consumidor.gov.br do Ministério da Justiça; — Lojas virtuais que oferecem programas de fidelidade, cashback, cupons de desconto ou parcelamento sem juros via cartão de crédito (Buy Now Pay Later — BNPL) precisam de termos específicos para cada um desses serviços; — Empresas de e-commerce internacional (cross-border) que vendem para consumidores brasileiros por meio de sites estrangeiros, tendo em vista que o Art. 11 da LGPD e o CDC aplicam-se sempre que o consumidor estiver no Brasil, independentemente da localização do fornecedor.
O que incluir no seu Termos e Condições de E-Commerce Brasil
Os Termos e Condições de E-Commerce no Brasil, para cumprir todas as obrigações do Decreto 7.962/2013 e do CDC, devem contemplar os elementos essenciais abaixo.
Identificação Completa do Fornecedor: Nome empresarial completo, CNPJ, endereço físico completo da sede ou do estabelecimento, e-mail e telefone de atendimento ao consumidor — conforme exigido pelo Art. 2º, inciso I, do Decreto 7.962/2013. Para sites de comércio eletrônico, essas informações devem estar visíveis em todas as páginas (tipicamente no rodapé — footer) e na página "Quem Somos" ou "Sobre Nós".
Informações sobre os Produtos e Serviços: Características essenciais do produto ou serviço com informações suficientes para subsidiar a decisão de compra do consumidor — conforme o Art. 31 do CDC (oferta clara) e o Art. 2º, inciso II, do Decreto 7.962/2013. Para produtos alimentícios, cosméticos e medicamentos, há obrigações específicas da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto à rotulagem e informação.
Direito de Arrependimento (Art. 49 do CDC): Seção obrigatória que informa ao consumidor o direito de arrependimento de 7 (sete) dias corridos a partir da data de recebimento do produto ou da contratação do serviço, o procedimento para exercer o direito (canal de atendimento, prazo para devolução), e a obrigação do fornecedor de restituir integralmente os valores pagos, incluindo o frete de entrega, em até 10 (dez) dias corridos após o pedido de cancelamento — conforme o Art. 49, parágrafo único, do CDC.
Política de Troca e Devolução por Vício: Além do direito de arrependimento, os Termos devem incluir a política de troca por vício do produto (defeito) conforme o Art. 26 do CDC — prazo de 30 dias para bens não duráveis e 90 dias para bens duráveis para reclamar pelo vício aparente, e o Art. 18 do CDC que concede ao fornecedor o prazo de 30 dias para sanar o vício, após o qual o consumidor pode escolher entre a substituição do produto, a restituição do valor pago corrigido ou o abatimento proporcional do preço.
Formas de Pagamento e Segurança: Meios de pagamento aceitos (cartão de crédito, boleto bancário, PIX, carteira digital) e os padrões de segurança adotados para proteção dos dados de pagamento (PCI DSS — Payment Card Industry Data Security Standard). O SLA com o gateway de pagamento e as políticas de estorno e chargeback devem ser mencionados.
Frete, Prazo de Entrega e Responsabilidade: Política de frete (gratuito a partir de determinado valor, tabela por CEP, opção de retirada em loja), prazos de entrega por região e a responsabilidade do fornecedor em caso de extravio ou avaria da mercadoria durante o transporte — conforme o Art. 14 do CDC (responsabilidade pelo fato do serviço) e o Código de Defesa do Consumidor. O Código Civil (Art. 393) define as hipóteses de exclusão de responsabilidade por força maior (ex.: greves, calamidades, lockdown).
Privacidade e LGPD: Referência à Política de Privacidade independente e comprometimento com o tratamento de dados pessoais conforme a LGPD (Lei 13.709/2018). Os dados coletados durante a compra (nome, CPF, e-mail, endereço, dados bancários) são dados pessoais sujeitos à ANPD, e o uso dessas informações para marketing deve ter base legal específica (consentimento — Art. 7º, inciso I, da LGPD) e opção de opt-out.
Atendimento ao Consumidor e SAC Digital: Canais de atendimento disponíveis (e-mail, chat, WhatsApp, telefone), horário de funcionamento e prazos máximos de resposta — conforme o Decreto 11.034/2022 (SAC Digital), que estabelece prazo de resposta de até 7 dias úteis para demandas enviadas por canais digitais não cobertos pelo SAC telefônico. A plataforma forms-legal.com disponibiliza este modelo como referência inicial, sendo recomendada sua revisão por advogado especializado em direito do consumidor e e-commerce.
Como preencher seu Termos e Condições de E-Commerce Brasil
Para preencher corretamente os Termos e Condições de E-Commerce no Brasil, siga os passos a seguir antes de publicar o documento no site ou aplicativo.
Informe os dados completos do fornecedor: razão social exata conforme o CNPJ, número do CNPJ, endereço completo da sede (incluindo CEP), e-mail de atendimento exclusivo para o e-commerce e telefone de atendimento ao consumidor. Para MEI, informe o CPF e o nome completo além do nome fantasia.
Descreva com precisão os produtos e serviços oferecidos: informe as categorias de produtos vendidos, as principais características técnicas relevantes e os segmentos de mercado atendidos (vestuário, eletrônicos, alimentos, cosméticos). Para lojas multimarca, mencione que as características detalhadas de cada produto estão na página individual do produto.
Detalhe a política de arrependimento e devolução: confirme o prazo de 7 dias corridos após o recebimento, o canal para solicitar o cancelamento (e-mail, chat, formulário online), o prazo para devolução do produto (a contar da aprovação do pedido de cancelamento) e o prazo máximo de 10 dias para restituição dos valores conforme o Art. 49 do CDC. Especifique se o frete de retorno é pago pelo fornecedor ou pelo consumidor.
Esclareça as formas de pagamento aceitas: liste todos os meios de pagamento (cartão de crédito com opções de parcelamento e bandeiras aceitas, boleto bancário com prazo de vencimento, PIX com instruções, carteiras digitais como PicPay ou Mercado Pago). Para parcelamento, informe as condições (com ou sem juros, número máximo de parcelas por bandeira).
Defina os prazos de entrega por região: informe os prazos estimados de entrega para as principais regiões do Brasil (Sul/Sudeste, Nordeste, Norte, Centro-Oeste) e as transportadoras utilizadas. Mencione o prazo para processamento do pedido antes do despacho e as condições para frete grátis.
Publique os Termos em local de fácil acesso: o Decreto 7.962/2013 exige que as informações sejam apresentadas ao consumidor de forma clara e direta, antes da contratação. Inclua link para os Termos no rodapé do site, na página de checkout (com checkbox de aceite) e no e-mail de confirmação de compra.
Requisitos legais para Termos e Condições de E-Commerce Brasil
Os Termos e Condições de E-Commerce no Brasil devem cumprir os seguintes requisitos legais obrigatórios.
Decreto 7.962/2013 — Regulamentação do E-Commerce: O Decreto 7.962/2013 impõe obrigações específicas a todos os fornecedores que realizam comércio eletrônico no Brasil, incluindo: informações claras sobre o fornecedor (Art. 2º, I), características do produto (Art. 2º, II), preço completo (Art. 2º, III), disponibilização de meios de contato eficazes (Art. 2º, VI — inclusive endereço eletrônico), sumário do contrato antes da contratação para contratos de adesão (Art. 4º), e confirmação imediata da compra por e-mail ou outro meio equivalente (Art. 5º).
Código de Defesa do Consumidor — CDC (Lei 8.078/1990): O CDC aplica-se integralmente ao e-commerce no Brasil. Os Arts. 30 a 38 regulam a oferta e publicidade (Art. 30 — oferta vincula o fornecedor; Art. 35 — direito de exigir cumprimento da oferta ou rescisão com devolução dos valores). O Art. 49 garante o direito de arrependimento de 7 dias. Os Arts. 18 a 25 regulam a responsabilidade por vícios do produto. O Art. 51 proíbe cláusulas abusivas.
LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018): Todo e-commerce que coleta dados pessoais de consumidores (o que inclui qualquer loja virtual) deve ter Política de Privacidade em conformidade com a LGPD, com informações sobre os dados coletados, as finalidades do tratamento, os direitos dos titulares (acesso, correção, portabilidade, eliminação — Art. 18 da LGPD) e o Encarregado de Dados (DPO) da empresa. A ANPD fiscaliza o cumprimento e pode aplicar as sanções previstas no Art. 52 da LGPD.
Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014): O Art. 7º do Marco Civil garante ao usuário o direito de não fornecimento de dados pessoais a terceiros sem consentimento expresso. O Art. 16 veda a coleta de dados além do estritamente necessário para a prestação do serviço (princípio da minimização — reforçado pelo Art. 6º, III, da LGPD).
Erros comuns a evitar no seu Termos e Condições de E-Commerce Brasil
Os erros mais frequentes nos Termos e Condições de E-Commerce no Brasil que geram reclamações no PROCON, no Reclame Aqui e ações judiciais são:
Restringir ou cobrar pelo exercício do direito de arrependimento: Cláusulas que exigem que o produto esteja com a embalagem original lacrada, ou que cobram "taxa de restoque" ou frete de devolução do consumidor, para o exercício do direito de arrependimento do Art. 49 do CDC são nulas de pleno direito (Art. 51, I, do CDC) — o direito de arrependimento é incondicionado e os custos de devolução são do fornecedor.
Não incluir o CNPJ e o endereço físico do fornecedor: Lojas virtuais que identificam o fornecedor apenas com nome fantasia e e-mail, sem CNPJ e endereço físico, violam o Art. 2º, inciso I, do Decreto 7.962/2013 e estão sujeitas à autuação pelo PROCON. O consumidor tem o direito de saber com quem está contratando para poder recorrer em caso de problema.
Não atualizar os Termos após mudanças regulatórias ou operacionais: Termos e Condições desatualizados que não refletem a LGPD (em vigor desde 2020 e aplicada com multas desde 2021), o Decreto 11.034/2022 (SAC Digital) ou mudanças nas políticas de entrega e devolução expõem o fornecedor a autuações administrativas e ações coletivas movidas pelo Ministério Público do consumidor.
Não exibir os Termos de forma clara antes do fechamento da compra: O Decreto 7.962/2013 exige que o consumidor tenha acesso ao contrato antes de concluir a compra. Lojas que exibem os Termos apenas em link no rodapé, sem solicitar o aceite expresso do consumidor no checkout (checkbox "Li e aceito os Termos"), dificultam a prova do consentimento em disputas judiciais.
Ignorar as obrigações do Decreto 11.034/2022 (SAC Digital): Fornecedores que não disponibilizam canal de atendimento digital eficaz com prazo máximo de resposta de 7 dias úteis e que não oferecem opção de cancelamento do serviço ou contrato pelo mesmo canal em que foi contratado violam o Decreto 11.034/2022 e estão sujeitos a autuação pelo PROCON e pelo Ministério da Justiça.
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Forms Legal. (2026). Termos e Condições de E-Commerce Brasil (Brasil) [Legal document template]. Forms Legal. https://forms-legal.com/pt/brasil/business/policies/e-commerce-terms-and-conditions-brazil
"Termos e Condições de E-Commerce Brasil (Brasil)." Forms Legal, 2026, https://forms-legal.com/pt/brasil/business/policies/e-commerce-terms-and-conditions-brazil.
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}Perguntas Frequentes
No e-commerce brasileiro, o consumidor tem dois direitos distintos de devolução que não podem ser confundidos: o direito de arrependimento e o direito por vício do produto. O direito de arrependimento, previsto no Art. 49 do CDC e regulamentado pelo Decreto 7.962/2013, é incondicionado e se aplica a qualquer compra realizada fora do estabelecimento comercial (inclusive pela internet) — o consumidor pode desistir da compra dentro de 7 dias corridos após receber o produto, sem necessidade de justificativa e com restituição integral dos valores pagos, incluindo o frete de entrega, no prazo de até 10 dias. O direito por vício do produto (Art. 26 do CDC) é exercido quando o produto apresenta defeito ou não corresponde ao que foi anunciado — nesse caso, o consumidor tem 30 dias para reclamar (bens não duráveis) ou 90 dias (bens duráveis), e o fornecedor tem 30 dias para sanar o vício. Existem exceções ao direito de arrependimento para bens personalizados, produtos deterioráveis (alimentos perecíveis), softwares com lacre aberto, e serviços plenamente prestados — mas essas exceções devem estar claramente previstas nos Termos e Condições.
O PROCON pode aplicar às lojas virtuais que descumprem o Decreto 7.962/2013 e o CDC as sanções administrativas previstas no Art. 56 do CDC, que incluem: multa (cujo valor é fixado com base na gravidade da infração e no histórico do fornecedor, podendo chegar a R$ 10,7 milhões por infração nos termos do Decreto 2.181/1997 atualizado), suspensão temporária da atividade comercial, intervenção administrativa, imposição de contrapropaganda, e cassação da licença de funcionamento nos casos mais graves. O SENACON (Secretaria Nacional do Consumidor), vinculado ao Ministério da Justiça, coordena o SNDC (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor) e pode determinar a suspensão de sites ou aplicativos de e-commerce que violem repetidamente os direitos do consumidor, conforme o Art. 56, inciso X, do CDC e o Art. 9º do Decreto 2.181/1997. Além das multas administrativas do PROCON, o Ministério Público Estadual pode ajuizar Ação Civil Pública contra o fornecedor que viole direitos coletivos de consumidores, resultando em condenações por danos morais coletivos que podem ser mais onerosas do que as multas administrativas individuais.
O e-commerce que coleta e trata dados pessoais de consumidores brasileiros deve cumprir a LGPD (Lei 13.709/2018) e as orientações da ANPD. As principais obrigações incluem: coletar apenas os dados necessários para a finalidade específica (princípio da minimização — Art. 6º, III, da LGPD); ter base legal para cada tipo de tratamento — a execução do contrato (Art. 7º, V) autoriza o uso dos dados para processamento do pedido, mas o uso para marketing por e-mail e SMS exige consentimento específico (Art. 7º, I); publicar Política de Privacidade clara e acessível que informe quais dados são coletados, para quais finalidades, por quanto tempo são retidos, com quem são compartilhados (transportadoras, gateways de pagamento, ferramentas de marketing) e como o consumidor pode exercer seus direitos de titular; atender às solicitações dos titulares de dados (acesso, correção, portabilidade, eliminação) no prazo de 15 dias conforme o Art. 18 da LGPD; implementar medidas técnicas de segurança adequadas (criptografia TLS, tokenização de dados de cartão via PCI DSS, controle de acesso); notificar a ANPD e os consumidores afetados em caso de incidente de segurança que possa causar risco ou dano significativo, no prazo estabelecido pela regulamentação da ANPD; e designar um Encarregado de Proteção de Dados (DPO) conforme o Art. 41 da LGPD, publicando seus dados de contato no site.
Sim. O Microempreendedor Individual (MEI) que realiza vendas por meio do Instagram, WhatsApp Business, Facebook Marketplace, TikTok Shop ou qualquer outro canal digital está sujeito às obrigações do Decreto 7.962/2013 e do CDC, independentemente de ter um site próprio ou não. A venda via redes sociais e aplicativos de mensagens é considerada comércio eletrônico para fins do Decreto 7.962/2013, pois a contratação ocorre fora do estabelecimento físico por meio de comunicação a distância. As obrigações aplicáveis ao MEI incluem: informar o CNPJ, o nome empresarial e o endereço em seu perfil comercial (os perfis de negócios do Instagram e WhatsApp Business permitem incluir essas informações); garantir o direito de arrependimento de 7 dias após a entrega; cumprir os prazos de entrega anunciados; e atender às reclamações do consumidor em prazo razoável. O MEI que não cumpre essas obrigações está sujeito a reclamação no PROCON e na plataforma Consumidor.gov.br, que são acessíveis ao consumidor sem custo e têm procedimentos simplificados de atendimento. Para o MEI, um modelo simplificado de Termos e Condições adaptado para redes sociais é recomendado — o forms-legal.com disponibiliza modelos gratuitos adequados.
O Decreto 11.034/2022, que regulamentou o SAC Digital (Serviço de Atendimento ao Consumidor por meios digitais), estabelece que os fornecedores devem disponibilizar ao consumidor o cancelamento do serviço ou contrato pelo mesmo canal digital em que foi contratado. Portanto, se a compra foi realizada pelo WhatsApp ou pelo Instagram, o consumidor tem o direito de solicitar o cancelamento e exercer o direito de arrependimento por esses mesmos canais. O Decreto 11.034/2022 aplica-se a fornecedores de produtos e serviços regulados por agências reguladoras federais (ANATEL, ANEEL, ANS, ANAC), mas o PROCON e o Ministério da Justiça têm estendido por analogia os princípios do decreto a todos os fornecedores de e-commerce. O prazo de resposta para solicitações via canais digitais é de até 7 dias úteis. A prática de responder pedidos de cancelamento apenas por e-mail quando a venda foi feita por WhatsApp, ou de não responder dentro do prazo, constitui infração ao CDC e pode ser objeto de reclamação no PROCON.
Este modelo é fornecido apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento jurídico. As leis variam de acordo com a jurisdição e mudam ao longo do tempo. Consulte um advogado qualificado para aconselhamento específico para a sua situação.Aviso legal completo
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